XADREZ MEMÓRIA

Xadrez de memórias, histórias e (es)tórias, de canteiro, de sussurro, de muito poucos...

Mostrar mensagens com a etiqueta Xadrez de ataque. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Xadrez de ataque. Mostrar todas as mensagens

26/02/13

VITOLINSH, ALVIS



Deveria ser em Letão "Vītoliņš", mas também aparece a forma "Vitolins". Não me interessa muito. Semanas com a leitura de Sosonko e, sobretudo com o livro  único ( Z. Lanka, Kengis, Klovans e Vitomskis)- editora de Carnikava) sobre este grande jogador que apenas conseguiu o título de MI!. Passei e repassei centenas de partidas de Vitolinsh e, algumas são de uma beleza fulgurante, de uma concepção de xadrez de puro deleite de ataque.
Também não me interessa mesmo nada uma biografia curta e simplista das que existem (poucas) na Net  ou repetir à exaustão o que tão bela e sentidamente escreveu Genadi Sosonko sobre Alvis no seu maravilhoso " Russian Silhouettes". Apenas divagar, apenas o que me foi surgindo num fim de tarde chuvosa num recôndito café vazio e esquinado do Porto. Durante horas estive numa ponte de caminho de ferro em Sigulda. Vislumbrei ao longe um drama de alguém que consumaria fisicamente a morte interior já assumida .
Não sei se é leitura fácil ou não, se isto interessa á celebérrima comunidade xadrezista portuguesa, e qual o grau de conhecimento sobre este enorme jogador letão e as suas formidáveis partidas de ataque. O prazer de revisitar as partidas de Vitolinsh comentadas magnificamente por ele ou por Zigurds Lanka, valem tudo.
No final, um vídeo que coloquei no You Tube.



Madrugada fria, gélida em Sigulda. No meio do esbranquiçado do dia a querer romper os primeiros raios de sol pediam permissão para entrar.


Resoluto, longilíneo de silhueta torre, bamboleante no seu andar característico começou a percorrer a ponte de caminho de fim. Num estado de semiconsciência caminhava para um ponto não definido algures a meio da ponte. Seria aí que se cumpriria o destino, que o relógio pararia, que o Rei tombaria sem estrépito num derradeiro "abandono".


Vazio, completamente vazio. Nem o desespero já o era. O nada absoluto de nada valer a pena. Um gelo interior inominável, mais frio que a massa branca que se vislumbrava nas alturas de precipício da ponte sobre o rio Gauja.


Tudo terminado. Ou não. Ainda faltavam aqueles metros finais até ao indefinido ponto onde tudo se consumaria. A seta do relógio da vida elevava-se perigosamente até ao nível onde o tempo de perda equivale à queda em baque surdo e ciciado de uma seta de um relógio de xadrez. Decisão de segundos, de presenças, de um estar para um partir de não estar sem retorno. Hálito quente de morte anunciada ainda em bafo de respiração.


O fora do corpo dele vazio no vazio do corpo adentro. Inerte, tudo inerte nele, quase já não ele. Cavalo bravio, galopante,  o seu cérebro era agora escoiceado por rápidas, fugidias, meteóricas passagens  em tumultuosa cascata.


A vida num relance, a cabeça já separada de um corpo in sentido. Os amados Pais, a sala do seu amado Clube em Riga onde passava dias e noites, o seu querido amigo e mágico "Misha", o seu primeiro treinador, e até na névoa, Karen Grigorian lhe parecia acenar. Parecia ver, mas sentia que não via. Teatro de sombras que se desenrolava nesse ligeiro caminho. Tudo presente mas sem os definidos, exatos contornos, como se à distância em não percetíveis manchas de cor.


O caminhar de olhos fixos de um olhar nimbado de um penetrante e insondável infinito. Olhos estupefactos de milionésimos de segundos de clarividência. Olhos de imagens mais velozes que luz sem brilho de impossível alcance, olhos de intensa avidez de um fulgor de vida a esvair-se.


Já não aqueles malditos medicamentos que o prostravam, que lhe tiravam a vontade de jogar as suas peças para b5 ou f7, que lhe tolhiam a emersão nesse lago sagrado da beleza do cálculo, da incerteza desta ou daquela variante. Já não aquela lassidão mortal que o transformava quase em estátua, quase em peça a mais fora do tabuleiro sem existir promoção. Já não aquele colete-de-forças que lhe manietava corpo e alma e lhe tirava o prazer, a agitação, o vulcão que sentia frente ao tabuleiro.


Desde o fim da adolescência a sensação de cão raivoso a moer-lhe o cérebro, a mastigar ossos-restos da sua dignidade. Que era louco, perigoso, desajustado, ouvia sem compreender. Impossível colocar açaimo no seu cão bravio. Era ele que lhe trazia a criatividade, aquela luz especial que sentia quando sacrificava peça sobre peça até ao abandono do Rei adversário, aquele estado hipnótico de dias e noites sem dormir no seu clube, na procura da verdade da sua variante. O absoluto, sempre essa alquímica procura de verdade no tabuleiro que ele acreditava alcançar pelo esgotamento de possibilidades. Diziam que era impossível, ele achava que não. Enquanto pudesse franquear porta a porta, lance a lance, noite a noite, sonho a sonho as sucessivas portas da verdade do xadrez, continuaria .


Mas agora, até isso o tinha abandonado. Tinha dado tanto ao Xadrez e o Xadrez tinha-lhe dado tão pouco. A miséria mais absoluta, a solidão mais canina, o desconhecimento mais abjeto. Nem o reconhecimento dos seus pares que apenas entreviam nele o "estranho", o inadaptado, o teórico. Nem Grande Mestre de Xadrez quando pressentia que muitas das suas partidas eram obras de arte capazes de emparelhar com as maiores da história do xadrez. Não culpava ninguém, porque todas as horas da vida que perdeu, tinhas por ganhas pela força da beleza da descoberta, do alvoroço de uma novidade, do coração latejante de um mate anunciado. Perdia também, e isso derrubava-o por dias, mas encontrava alento no chicote do erro, na dor dilacerada do não visto, no passar ao lado uma análise e recuperava com nova descoberta teórica, com nova esperança de uma ideia nova ideia numa abertura, numa nova partida para a imortalidade e que podia ser no próximo amigável no seu Clube. 

Tanto deu ao xadrez. Xadrezviveu na entrega completa a um amor ingrato, de um só lado. Deixou tudo para seguir a Mestra que lhe pagou com a mais completa indiferença. Caissa não ama todos por igual.


Mas agora, nem isso lhe assomava ao espírito. Nada disso já lhe interessava. Gelado completamente, soterrado daquela massa branca que nem sequer cobre já o desespero.

Um último arremedo de sépia fez-lhe vislumbrar a mãe que o embalava em frágil berço de madeira, senteo afago nos cabelos do Pai que lhe oferece  o seu primeiro jogo de peças de xadrez, sente que daqui a pouco os vai ganhar aos dois outra vez, ouve uma melodia que em melopeia ascendente beija os seus ouvidos :Dzīves ūdens, nāves ūdens/Daugavā satecēja,/Es pamērcu pirksta galu,/ Abus jūtu Dvēselē,”


Meteu a mão no casaco sujo, velho e rombo e apertou com força o seu amado Bispo que tinha tirado do seu jogo de xadrez. Ao longe um comboio anunciava a sua futura presença. Parou, aspirou profundamente o ar frio e gélido de Sigulda e com a mesma determinação com que colocava o seu Bispo em b5, saltou.

Um som cavo, fundo, de quebrado gelo por corpo quente ouviu-se em eco nas funduras do rio Gauja. Amanhecia em Sigulda.


Encontraram Alvis Vitolins horas depois. Na  lívida e enregelada mão longilínea encontraram um Bispo de b5 que se tinha recusado abandonar Alvis. Tinham selado um pacto com a eternidade.



21/02/11

KUPREICHIK 7 DÂMASO

É...
neste caso uma derrota com um jogador que vira o feitiço contra o feiticeiro, ou seja, joga " a la Kupreichik" contra Kupreichik, ou seja num estilo agudo, de ataque contínuo, de colocação de problemas no tabuleiro de forma sistemática e sempre com lances de uma precisão de cálculo notável. O Roque do jogador bielorusso é primeiro destruído para depois num ímpeto das peças Brancas excelentemente coordenadas, obrigar o monarca Negro à rendição. O sacrifício de qualidade de Kupreichik não é mais do que a procura desesperada da "arte da respiração".

DÂMASO, Rui Dâmaso, talvez o jogador mais criativo de toda a história do xadrez nacional. Um romântico por natureza, um jogador que nos seus melhores dias consegue do nada, "sacar" combinações cintilantes, lampejos de génio que o seu espírito táctico faz brotar de posições, umas, onde aparentemente nada indiciam de perigosas, outras, onde o adversário se perde na selva das análises de variantes, mas onde Dâmaso vê mais além!

Um grande jogador que por questões complexas nunca atingiu o patamar no xadrez que o seu potencial sempre pareceu demonstrar, e que devido ao seu estilo sem compromisso, nos tem legado vitórias de uma beleza ímpar, mas também derrotas confrangedoras. Assim os jogadores de risco, do "tudo - ou - nada", verdadeiros "cavaleiros de tabuleiros voadores".

Não afirmo que o Dâmaso foi até hoje o melhor jogador português de sempre, mas afirmo com "carradas" de certeza que algumas das suas partidas são e serão verdadeiras jóias - património do xadrez português e da autêntica arte de ataque no xadrez, merecedoras de figurar em qualquer antologia que se preze.

Esta é uma delas!


Rui Dâmaso Viktor Kupreichik

Esta partida apareceu na New In Chess Magazine nº1 de 1993 com notas de Nunn

Dâmaso,Rui (2450) - Kupreichik,Viktor D (2545)

[E92] EU-chT (Men) 10th-Debrecen Debrecen (1.2), 11.1992

[Jonh Nunn-Arlindo Vieira-NIC]

1.d4 Cf6 2.Cf3 g6 3.c4 Bg7 4.Cc3 0–0 5.e4 d6 6.Be2 e5 7.d5 a5 8.h3 Ca6 9.Be3 Cd7

[9...Ch5! 10.g3 f5 11.exf5 gxf5 12.Cxe5 Cxg3÷] 10.g4 […10.a3! com ideia de 11.b4]

10...f5 11.gxf5 gxf5 12.Tg1


[12.exf5!?]

12...Rh8?!

[12...f4 13.Bd2 Cdc5÷]

13.Cg5 Cdc5 14.Bh5 fxe4

[14...Df6 15.Cxh7! Rxh7 16.Bg5+-; 14...De7 15.Cxh7 Rxh7 16.Bg6+ Rg8 17.Dh5+-]

15.Cf7+ Txf7 16.Bxf7 Df6

[16...Cd3+ 17.Rd2 Df6 (17...Cxb2 18.Dh5 Cxc4+ 19.Rc1 Cxe3 20.fxe3 Cc5 21.Rc2±) 18.Cxe4 Dxf7 19.Rxd3 Bf5 20.f3±]

17.Dh5 Cd3+ 18.Re2 Cac5

[18...Cf4+ 19.Bxf4 exf4 20.Bg6 h6 21.Bxe4+-]

19.Cxe4 Cf4+

[19...Cxe4 20.Bg6 h6 (20...Dxf2+ 21.Rxd3) 21.Bxe4 Cf4+ 22.Bxf4 exf4 23.De8+ Bf8 24.Rd3+-]

20.Bxf4 Dxf4 21.Bg6 Bh6

[21...h6 22.Df3+- segundo Nunn (ou boletim oficial)-NIC 1–1993, mas... (22.Cxc5! dxc5 23.Bc2! e ganham de toda a maneira! (Arlindo Vieira)) 22...Dxf3+ 23.Rxf3 Cxe4 24.Rxe4 Bxh3 25.Tg3 Bd7 e as negras ainda resistem!]

22.Cg5!+-



[22.Bxh7? Bd7]

22...Dxc4+ 23.Re1 Db4+ 24.Rf1 Dc4+ 25.Re1 Db4+ 26.Rf1 Dc4+ 27.Rg2 Rg7 28.Bxh7 Be6 29.Dg6+ Rh8 30.Dxh6 Bxd5+ 31.Be4+ Rg8 32.Rh2 1–0



05/12/10

KUPREICHIK, Viktor 6




E Pronto, muitas páginas e 14 partidas de Viktor Davidovich KUPREICHIK depois, o que me apetece escrever neste final? Que tenho a minha consciência tranquila?

Que dei a conhecer a quem me ler, outro dos meus «heróis secretos» do tabuleiro?

Que procurei trazer mais uma figura de 2.º ou 3.º plano do mundo do xadrez, do esquecimento, ou da nebulosidade, para uma certa ternura do conhecimento?

Ou poderei dizer, que gosto dos meus jogadores secretos e ninguém tem nada com isso, ou como já me fartei de escrever, preciso da arqueologia da memória, para descobrir a imensa beleza que existe em partidas e xadrez de jogadores que quase ninguém conhece, ou que são apenas, rodapés de Enciclopédias, ou nomes, frios nomes em descarnadas bases de dados ?





Ou talvez...lembrar-me de um artigo lindo, lindo, lindo, que li vai para uns anos na New In Chess, sobre Bronstein, em que este, ao descer as escadas do Centro de Congressos do Kremelin, ao olhar para as fotos dos Campeões do Mundo que ornamentam as paredes, confidenciou ao jornalista Geuzendam, que não pertencia aquele mundo, porque sempre foi diferente, sempre quis ser diferente e que aquelas fotos eram prisões, que tornavam os jogadores em estatísticas, como muitas vezes são vistos os Campeões do Mundo, pelo jogador comum.

Afirmou também que odiava Enciclopédias, porque têm a data de nascimento, da morte e os resultados do Jogador, como se um jogador, um grande jogador fosse e só um número, para concluir que Ele Próprio Bronstein, não era o Livro do Torneio de Zurique 53, ou o empate 12-12 com Botvinnik! Grande homem! Como o foi mais à frente, na entrevista ao referir com uma certa amargura que o não ter sido Campeão do Mundo, ainda o perseguia aos olhos do público, porque isso faz com que qualquer coisa que um grande jogador faça sem ser Campeão do Mundo é olhado noutra perspectiva e mesmo havendo grandes jogadores, ao olhos do tal público, nenhum se pode comparar a estes campeões do mundo, o que não é verdade!


Talvez seja isso que pretendo com a série de artigos que tenho escrito! Mostrar a dignidade, a grandeza, o espírito xadrezista que paira em muitos extraordinários jogadores que nunca foram Campeões do Mundo, mas que com a sua criatividade, com a sua abordagem multifacetada do fascínio do nosso jogo, têm sabido, consciente ou inconscientemente manter viva a chama em milhões de amadores apaixonados do nosso jogo!


Tirar estes jogadores das simples 3 , 4 linhas de Enciclopédia, mostrar que muitos deles, por desconhecidos, não conseguem ver reconhecido hoje a sua real força xadrezística, o seu contributo inestimável para a beleza, a estética do xadrez, um dos meus objectivos! Conseguir que a paixão do xadrez se mantenha inalterável em mim próprio, porque também escrevo para mim, para a minha própria arqueologia da emoção, da beleza, que jaz escondida no movimento conjugado e muitas vezes quase secreto das peças, outra das ambições!


Conseguir filtrar, em época de avalanche de informação, da frieza das bases, da memorização de variantes, do «show-of» dos grandes nomes, ou pseudo-grandes nomes do xadrez actual, da miséria materialista e muitas vezes mesquinha que avilta a nobreza que tem ou devia ter o nosso jogo, a verdade, a verdadeira essência do xadrez, que muitas vezes só os amadores do xadrez, conseguem ter, porque ainda têm os olhos puros, porque ainda conseguem tocar as peças com as mãos purificadas de uma manhã marítima e soalheira, talvez a minha ambição suprema!



Este artigo sobre Viktor Kupreichik, seria impossível sem o recurso de pesquisa na minha biblioteca às seguintes obras básicas;

McCormick, Gene, «Uncompromising Chess": The Games os Viktor Kupreichik», Chess Enterprises, 1986

( livro sobre este jogador-ligeira biografia de Suetin e 81 partidas,(escolhidas pelo próprio Kupreichik) praticamente sem comentários - 66páginas.

Kupreichik, Viktor e Tsarenkov, Nikolai, "Igra bez kompromissa", (Luta sem Compromisso, sem Quartel), Edição bielorussa de 2003, publicada em Minsk

( livro raro, que apesar do próprio autor ser Kupreichik, nada traz de especial aos comentários do próprio nos Informadores. 55 partidas comentadas em símbolos, e mil posições das suas partidas, a que se acrescenta uma introdução de Balashov. Uma péssima edição, com diagramas pouco claros, em que nas partidas comentadas nem os torneios das mesmas são indicados.)

Cafferty, B e Taimanov, Mark, «The Soviet Championships», Cadogan Chess 1998

(Um livro muito bom! Só as fotos valem o preço! Grandes, grandes partidas! Excelentes comentários à moda antiga, isto é, dês-simbolizados!)

Soltis, Andrew, «Soviet Chess 1917-1991», MacFarland &Company,2000

(Que dizer deste livro, que outros não tivessem dito? Um dos livros mais extraordinários que se escreveram sobre o tema e sobre o xadrez em geral! Só isto!)

Khalifman e Soloviev, «Mikhail Tal-Games», Vol 2 , Edições Chess Stars, 1995

Hooper, D e Whyld,K, «The Oxford Companion To Chess», Osford University Press,1996 (sei que o Bronstein, não gosta do esquecimento do nome dos jogadores nas enciclopédias, mas esta, é a nível da informação, da seriedade, do gosto com que foi compilada, uma verdadeira referência a nível do xadrez! Apesar de tudo, esta minha edição tem um erro monumental: enterra Kupreichik, ou seja, informa que ele morreu em 91!! Este mesmo erro esteve durante anos na Web, na La Mecca Chess Encyclopedia, e só vai para sete anos, ressuscitaram Kupreichik, a meu pedido e correcção! Kupreichik, continua vivo e o seu xadrez, tão vivo como ele!

Informator Xadrezístico, Yugoslávia (Diversos volumes). Praticamente, o único sítio, onde se podem encontrar as análises do próprio Kupreichik, às suas próprias partidas.


Kupreichik apesar de se ter retirado do xadrez competitivo (chegou a jogar durante anos na 2ª Liga alemã e em vários opens) continua activo e prestigiado no xadrez bielorusso, ocupando o cargo de comissário para a massificação do xadrez na própria Federação, e aquando dos seus 60 anos, teve honras de entrevista em diversos jornais e revistas russas e bielorussas. No match de 2009 entre Spassky e Korchnoi realizado em Elista, teve um papel importante juntamente com Balashov de comentador oficial do evento, tendo por isso honras televisivas.

Num próximo artigo, mais uma ou outra curiosidade sobre Kupreichik, diria duas surpresas que o não são! Apenas duas partidas muitíssimo curiosas.

Longa vida a Viktor Davidovich KUPREICHIK!