XADREZ MEMÓRIA

Xadrez de memórias, histórias e (es)tórias, de canteiro, de sussurro, de muito poucos...

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16/11/12

SHIT CHESS OU...XADREZ DE M...




Conheço vários formas/variantes de xadrez: "classical chess tournament" "Correspondence chess", "blitz chess", "bullet chess", "ICC chess", etc., etc., mas nos últimos tempos tem-se imposto na comunidade de xadrez internacional um tipo de xadrez curioso, clássico na sua idiotia, que vai da vigarice mais pegada, a outra vigarice mais disfarçada, esse xadrez é o natural : SHIT CHESS e que é jogado desde o bimbo do menino –fedelho até ao GM  de doismilsetencentos e qualquer coisa.


Só nos faltava isto para tornar o Xadrez mundial de topo uma farsa continua, uma xadrez pobre, confuso, onde ninguém se entende, onde o Campeão Mundial claramente não é o melhor jogador do mundo - neste momento, nem de longe nem de perto, onde um mundial de xadrez , o último, pode ser tão mal jogado, tão pouco interessante que só um  otário é que perderá tempo a estudar as suas partidas.

Um Xadrez mundial dominada por  uma ou duas Santas casas da Misericórdia editoriais que vendem a bom vender a felicidade xadrezistica, as substânciass mágicas do tabuleiro que vão transformar um simples jogador num MI ou GM, pela inalação de um Fritz ou Rybka, ou Houdini, ou pela compra (Temos Pena-desculpem, queria dizer "PEIN"-só para quem entende) do HOW TO, seja "smash ou beat you oponent", ou, ou How To Build qualquer coisa para the Rest of Your Life, ou o que escreve "How To Win with d4" e  meses depois "How To Win Against d4", ou um  site endinheirado que para uma reportagem de um torneio em vez de falar de xadrez põe fotos turísticas, ainda por cima miseráveis. Torneio internacional em qualquer lado e temos uma Ana qualquer coisa a tirar umas "pics" entre o parolo e o atolambado-azeiteiro, ou um Tiviakov armado em fotógrafo-veraneante a massacrar o nosso olhar com dezenas e dezenas de fotos, algumas deles com a beleza do gajo plasmada na foto, ou mulheres xadrezistas-lindas como ele, e de xadrez nada de nada! Quando muito, umas análises merdelosas de uma ou outra partida com ajuda do "friend" informático. De Xadrez pouco, "base" de muita merda, muito! Estes gajos andam a enganar quem? Infelizmente, uns otários que somos nós, aqueles que gostam de xadrez e entram pela madeira dentro na compra dos tais produtos xadrezisticos alucinogénios!


Um Xadrez Mundial que pariu um Alexandru Crisan ( chegou a 2635 e 33º lugar do Mundo-era rico e uns criminosos GM e MI entraram neste jogo, neste farsa-vejam o seu final em 90 com Mohr  - Crisan não sabe a oposição, e depois, a posição de Philidor, vejam a vergonha da partida com esse borrado MI Maksimovic e por aí fora), o Sharma da India o , MOUN MOUN LATT do  MYANMAR,  dos Feller, Marzolo e Hauchard deste mundo, mas também os Bindrich-Toiletten, embora alguém me possa objetar que se gosto dos clássicos também poderia por aqui o "Azma" volta atrás, os velhinhos GM romeno ou Checo - compra e vende partidas, ou os falecidos Gufeld ou Mato Damjanovic , ou que vai para anos os "Saturday" na Hungria serviam muito mais do que "fever" ou fevra,  para muitos xadrezistas arranjarem uma normazita, e por aí fora. Pois podia e sei, e depois? Tudo isso me enoja  e náusea pelo que tira de nobreza ao xadrez. 


E não se façam de anjinhos em relação ao xadrez português, porque de anjolas está ele cheio: existem alguns bindrich de sanita agarrados não ao material mas ao telemóvel  fritzado,  o que para o adversário é uma "cagada" .  Ah! Aviso: Não experimentem fazer isso no meu GXPorto  porque ou arraial de pancada ou a sanita bem larga para enfiar a cabeça de um gajo! 

Pois, anjinhos. Então não se dizia à boca cheia que uma certa equipa foi Campeã Nacional com ajuda de quarto de hotel (não, não estou a falar de meninas do mesmo!!)! 


Então num certo nacional por equipas aqui no Porto ( Galeria do JN)  eu jovem mancebo ainda de cueiros xadrezísticos, não vi jogadores consagrados em alegada conversa informal  a dizerem os lances e de uma forma sistemática a outros jogadores mais fracos da equipa? 


Então um artista numa preliminar de um Nacional perante um empate não me faz proposta sexual-xadrezista-indecente de irmos a uma "rapidinha" para o andar de cima? 


Então não vi tabuleiros a saírem da mesa de jogo e perante o empate combinado para distribuição da "massa", irem para Piscina de Hotel para gáudio de muita gente? 


Então num Nacional de rápidas e quando ainda se podiam comer Reis, um artista com o meu Rei em g8, um peão em h7 , não pega num bispo em c2 e não me come o Rei ? 


Então eu e o Meu amigo Américo Moreira não descobrimos numa preliminar do Nacional em Lisboa que se disputava num Hotel, que uns chavalitos imberbes iam ao quarto estudar a posição no computador? Então não é que empato com o Cristiano Amaro e quando vou descansar para o meu quarto, no quarto ao lado discutia-se alegremente como fo... meu colega Américo Moreira através do computador-claro que falei ao árbitro que "cagou uma pescada", apesar de ver que os putos abandonavam em bando de pardais os tabuleiros para irem ou à casa de banho ou ao bar- - então não iam corações!


E num Torneio em Gaia que um GM búlgaro, talvez preferindo ser equídeo (Coitado do Chigorin!)  do que Bispo, atirou com tabuleiro e peças ao adversário, e a organização num gesto de cobardia inenarrável não teve a coragem de o expulsar do Torneio e, mesmo da sala de jogo? Ah! Ainda vi colegas portugueses noutro ato que define como o rei vai nu, a desculpar, ou mesmo defender este espécimen, pela simpatia! Paixões insondáveis!


E o "xadrez de bancada" em que me quiseram sentar num Nacional de Jovens em Aveiro, porque não se pode circular entre os tabuleiros, porque os papás de tão "talentolosos" rebentos (eles próprios que não vêm um "boi" de xadrez lhes sopram os lances, ou fazem gestos de alerta para isto e aquilo – ah! Disseram-me que também alguns treinadores ( não devem ser de certeza, porque conhecendo e estimando um Vítor Guerra, um Chemeris, ou um Fróis, só para dar alguns exemplos) só podiam ser ou massagistas, ou parvos. Assim de binóculos, ou teleobetiva de 600 para cima para ver xadrez?! Jamais!


Mas também putos malcriados, que nem a mão estendiam no fim da partida, putos que perdiam em 15 lances mas que no fim entre a arrogância da ignorância gritavam "pitos histéricos" como solteirona em Toni Carreira, que tinham a partida ganha, ou jovenzinhos adolescentes com posturas no próprio tabuleiro de quase gozo, de quase espatifarem o relógio com a "marrada" que lhe davam e por aí fora. Então sou Professor, raramente me chateei com um aluno meu, e ia ser no xadrez que ia pregar uma bufarinhada no focinho de um puto mal educado, ou num pai de tão sebento rebento?! Cruzes!




Não, não abandonei o Xadrez de competição só devido às razões que apontei noutro post. Este estado de miséria ética num jogo que sempre associei a certa nobreza de caráter começou a mexer comigo e a desapontar-me fortemente. Pois, mas riam-se: certo dia como dirigente do GXPorto, quase que tive que separar ( e ameaçar de expulsão) dois velhotes  (mais de 70 anos!!) e com cuidado da própria pele  pelas muletas de um que eram ameaçadoras, porque um acusava o outro (realmente especialista) de com a mão por trás do relógio mexer no ponteiro, embora a técnica mais formidável de um ou outro jogador de idade era a de meter em jogo peça ou peão que já estava de lado do tabuleiro sem o outro perceber e, quando percebia tínhamos o que sim, o outro que não, as caras e carecas vermelhas e o meu medo de uma apoplexia súbita que enlutasse o meu querido clube! Riam-se pois!



Razão tínhamos, eu e o meu colega de clube o Diniz Ribeiro, quando no recente e excelente Congresso sobre Xadrez e Ensino realizado na FPUP, através de uma "boutade"  e no meio de todas as maravilhas do xadrez, afirmamos que qualquer dia iriamos organizar um congresso sobre o lado negro do xadrez, o lado mais sinistro e perigoso do Xadrez (e que os bons treinadores não devem sonegar aos seus estudantes, nunca!)


Bem, mas vai longo este post, pois SHIT CHESS o que vou assistindo! Partidas de merda em torneios merdelosos. Por medo, por quase acordo tácito de não perderem Elo, ou tacho, muitos GM atuais de topo "metem nojo". Os empates são quase uma "irmandade" escondida, um pacto de não agressão, exceptuando se houver outro colega "pazter" a ser comido de cebolada. Olhem para esta tabela classificativa:



 

Elisabeta Polihroniade a excelente jogadora romena não merecia isto! Não acredito que um torneio em sua homenagem possa ser desta índole, quase fantochada! Só uma organização vesga pode achar que o que se passou aqui foi xadrez. Isto foi...Merda! E não vale a pena a Santa Casa da Misericórdia alemã do Xadrez tentar dizer no seu site que houve empates interessantes, ( que escrever, quando tudo é tão exíguo e mau!) porque foi tudo muito mau de evidente! GM calaceiros, pouco profissionais, pensando apenas no "bolo" que os esperava, o resto, uma vergonha para quem gosta de xadrez e para os amadores de xadrez. Se aquilo foi xadrez, eu e muitos amantes do xadrez preferimos a bisca lambida. Estes indivíduos "secam" o xadrez e se fosse em linguagem futebolística, diríamos "arrastram-se pelo tabuleiro"


Olhem agora para o ainda relativamente recente campeonato da Rússia : Vejam a quantidade de empates impressionantes! Tenham a coragem e vejam algumas partidas: uma vergonha! Vejam a classificação do vencedor! Isto é xadrez? É , mas de Merda! Mas também sejamos justos na história do xadrez, o que vai representar um Yakovenko, um Andreykin, um Vitiugov e por aí fora?


Realmente Magnus Carlsen está a léguas disto, mas a léguas mesmo. Talvez seja preciso um título diferente para este tipo de jogadores Super GM, para os diferenciar dos de aviário que vão assentando cu nos tops da FIDE ( e não me estou a referir aos GM que têm que esmifrar em torneiozinhos, em Opens, em Campeonatos de Equipas de segunda linha para sobreviver! – esses respeito-os eu  e,  coloco mais depressa as peças no tabuleiro para ver as suas partidas do que para ver o insípido, o inodoro, o anti-xadrez de muitos bimbos instalados que nem fazem, nem saem de cima - são os empata f...do xadrez!

E ainda parece existir um movimento de alguns bimbos para as partidas serem propriedade dos jogadores e serem pagas para serem publicadas?! Estão doidos? Algumas partidas de xadrez do topo são tão insultuosas que os tais GM de cátedra que as jogam até deviam pagar aos amadores para estes as verem. É que até se perde o amor ao xadrez, caros bimbos!

XADREZ DE MERDA este em que vivemos!

Bem , vou ao verdadeiro Xadrez : o Campeonato Mundial da Juventude que se está a disputar  em Maribor na Eslovénia e onde joga o Jorge Ferreira entre outros jovens jogadores (as)  portugueses. Algumas partidas estão cheias de xadrez, de luta, de jogo no tabuleiro, tão diferentes das tais categorias técnicas dos GM de topo. 


Ah! Não me venham com a conversa de os jogadores serem muito iguais, de hoje isto e aquilo. Tretas! Algumas partidas nem começam…já estão agendadas, não estou a dizer combinadas, mas sim quase feitas, e ninguém quer arriscar, tem-se medo, tacitamente não se quer mostrar o talento que se calhar não existe, ou a fraqueza gritante no conhecimento de finais. Heresia, dirão alguns, estes GM conhecem bem os finais! Acham? Como, se eles nem chegam lá para nos mostrar essa sabedoria?!


MERDA DE XADREZ! 
Talvez por isso, cada vez mais paixão pelo PERFUME DOS CLÁSSICOS!







27/10/10

NANJING...CLÁSSICOS E AFINS 1

Estamos na 4ºsessão do Torneio citado. Do lado das Brancas o francês Etienne Bacrot e de Negras, o Campeão do Mundo, Anand. Uma diferença de 73 pontos de elo separa os dois jogadores, o que diga-se de passagem, a este nível é uma diferença bem acentuada:pelo menos pensamos nós, ou achamos, comuns mortais que somos.
Bacrot tem um Bispo por dois peões e acaba de jogar o seu 42ª lance. Anand depois de pensar reage avançando o peão g, para 3 jogadas depois abandonar. Afinal que se passou? Como Karsten Muller demonstra a partida está completamente empatada, devido a pormenores técnicos nem sequer muito complexos de descobrir para um jogador da craveira de um Campeão do Mundo.

42.Ae2

The wrong outside pawn. Normally an extra piece will win fairly easily in an endgame, but that may not be the case if the attacker has very few pawns. If one of them is, in addition, a "wrong colored outside pawn" then it can easily become impossible:

42...g5?



After this the path of the black king to the kingside is blocked and the extra pawn can repeatedly use the sharp endgame weapon of zugzwang to win the day. [42...e5+ on the other hand keeps all options open and draws: 43.Rd5 (43.Re3 g5 44.Aa6 (44.h3 e4 45.Rd4 g4 46.hxg4 fxg4 47.Axg4 Rg5 48.Ah3 Rf4= and the black counterplay is sufficient to draw.) 44...f4+ 45.Rf3 e4+ 46.Rxe4 h3 47.gxh3 Rg7=) 43...e4 (43...h3? would be premature: 44.g3 f4 45.g4 (45.Re4 Rg5 46.Af3+- wins prosaically) 45...Rg5 46.Rxe5 Rh4!? #Black sets a clever little stalemate trap, which can, however, be circumvented. 47.Af3 (47.Rxf4? g5+ 48.Rf5 patt) 47...g5 48.Ad1 f3 49.Re4 f2 (49...Rxg4 50.Axf3+ Rh4 51.Ae2 g4 52.Rf4 Rh5 53.Ab5+-) 50.Ae2 f1D 51.Axf1 Rxg4 52.Ab5 Rh5 53.Ae8+ Rh6 54.Rf5 #and in this constellation White can win in spite of the wrong colored bishop: 54...Rh7 55.Rf6 Rh8 56.Ag6 Rg8 57.Ad3 Rh8 58.Rf7 g4 59.Ae4 g3 60.hxg3+-) 44.Ad1 Rg5! #The king uses this route to either convert the white g-pawn into a wrong-colored h-pawn, or to eliminate it altogether: 45.Re5 f4 46.Rxe4 (Even after 46.h3 f3 47.gxf3 exf3 48.Axf3 Rh6 White cannot gain anything from his outside pawn, e.g. 49.Rf6 Rh7 50.Ad5 Rh8=) 46...h3 47.g3 (47.gxh3 Rh4 48.Ag4 f3 49.Rxf3 g5 50.Af5 Rh5=) 47...fxg3 48.hxg3 h2 49.Af3 h1D 50.Axh1 Rg4=]

43.Aa6! g4



[Now the white king can cut off Black's path after 43...e5+ 44.Rd5 e4 45.Af1 g4 rechtzeitig den Weg abschneiden: 46.Rd4 Rg5 47.Re3 h3 48.g3 f4+ 49.gxf4+ Rf5 50.Aa6 g3 51.Ac8+ Rf6 52.Axh3 gxh2 53.Ag2+-]

44.Ab7! e5+



[44...f4 45.Re4 f3 46.g3+-]

45.Rd5! f4

[45...e4 46.Rd4 h3 47.g3 f4 48.Rxe4+-]

46.Re4


and Anand resigned because in the end all of his pawns will fall, e.g.[46.Re4 h3 47.g3 fxg3 (47...f3 48.Ac8 f2 49.Aa6 Re6 50.Re3+-) 48.hxg3 h2 49.Re3+-] 1–0


( para a reprodução da partida em "flash" Vão ao site da Chessbase.


Aqui a minha completa e inaudita surpresa:

A- Como é isto possível num jogador de 2800 pontos de Elo e um Campeão do Mundo? Polémico ou não, aí vai: um Capablanca, um Lasker, Um Alekhine, um Rubistein, Botvinnik ou Fischer "and so on"...JAMAIS PERDERIAM ESTE FINAL! JAMAIS! E nem precisariam da experiência acumulada para com uma análise relativamente simples descobrir o lance salvador 42...e5!
Com tantos séculos de xadrez acumulados, com tanto xadrez de tabuleiro, como é possível a Anand não percepcionar este final como empatado e não avançar o Peão de e? Não entendo! Cansaço, dirão alguns, "distracção momentânea de tabuleiro, outros, todavia este erro incrível de Anand mereceria uma análise mais detalhada dos porquês de perder a mão a uma posição, que um jogador mesmo não do topo, conseguiria segurar.


Lá está: Se isto fosse jogado nos anos 10, 20, ou 30, por um Amos Burn, por um Speelman, ou Marshall, ou Teichman, ou Duras, dir-se-ia com toda a prosódia costumeira: "aí está um dos males dos clássicos e das partidas de jogadores do passado: uma fraca e incipiente compreensão dos segredos do jogo, nomeadamente da arte dos finais. Impossível um jogador hoje do topo cometer um erro tão básico na condução deste final".

Claro que se fosse um jogador MI ou GM na casa dos 2500, a realizar o lance, dir-se-ia o evidente: "fraco jogador, aqui se nota a diferença entre um jogador do topo mundial e um GM dos comuns!"
Pois é...mas como foi Anand, nota-se um silêncio comprometido aliado a uma reverência compreensiva que me incomoda. Duvidam? Ora expliquem-me lá isto, até porque eu sou muito burro:

B- Então Anand faz um lance horrível que perde de imediato três lances depois e o "bom" do Karsten Muller dá a 42...g5 só um ponto de interrogação? Brinca-se em serviço? o lance 42...g5 é ?? o resto é conversa, ou cabeça demasiado inclinada de quem quer manutenção com "deus e o diabo"!

Pronto, lá virá o costumeiro: as exigências físicas e psicologicas durissimas de um moderno torneio de xadrez do topo, a inexistência hoje de adiamentos, o cansaço de longa luta ( pois, a este nível até aos vinte lances ou mais é teoria e se calhar depois ("Rybka work"), uma "cegueira" momentânea, a complexidade e aproximação de força de jogadores...tudo, talvez exceptuando : Anand não sabia empatar este final, pura e simplesmente, não conseguiu vislumbrar nas tais centenas e centenas de posições que parecem guardar no cérebro os GM de topo (diz-se), esta!

Aliás caros e parcos leitores deste blogue, querem mais exemplos de torneios relativamente recentes onde jogadores de topo cometem erros inacreditáveis, ou mostram uma carência confrangedora de técnica de finais? Ia pesar no blogue acreditem!

Porque razão estes erros eram tão raros num Capablanca, num Alekhine, Lasker, num Botvinnik, Petrosian, Fischer ou Kasparov, e agora se estão a tornar comuns e mais grave, os decisórios de partidas, porque os empates vão abundando nestes torneios (pronto, eu sei, já conheço o que alguns estão a pensar-a enorme evolução do nosso jogo! Pois, mas um Fischer, Karpov, Kasparov, lá iam quebrando o mito, não é? Ou... estou a falar de jogadores, os que citei, de outra galáxia xadrezistica?).


Vamos continuar?

Estamos na 5ª sessão e de brancas está o jogador chinês com um Elo incrível de 2732, e de negras, novamente Etienne Bacrot. O jogador francês, acaba de jogar ao 29ºlance f6 com a ideia clara de ganhar uma peça. Que joga o GM chinês? Um lance inacreditável que pura e simplesmente dá uma peça "de borla"! Depois, em vez de manter a calma e por problemas técnicos e resistir ao seu adversários com a retirada do seu Bispo a e3, joga um 31.Ce5, para abandonar poucos lances depois.


28...Td7 29.Af4 f6 # 30.Rh2??


A terrible mistake! White loses a piece! [30.Axd6 Tad8 31.Af4 Txd2 32.Txd2 Txd2 33.Axd2 Ad3 34.a3 Axc4 35.Rh2 e5 36.Rh3 Ae6 37.Rh4 In spite of practical difficulties the position is about even.]

30...e5 31.Cxe5



A disastrous try. White is hopeless and Bacrot has not difficulty converting his advantage.

(31.Ae3 Tg7 32.Txd6 Txg4 33.Txb6 Txa2 34.Td7+ Tg7 A.V )

Af4 Cxc4 38.g4 Axg4 39.h6 Ae6 40.Rg3 Ad5 41.Rg4 Cb2 42.a3 Cd1 43.c4 Cxf2+

A fine victory for the French warrior and a very bad day for the Chinese GM. 0–1


Uma curiosidade malandra da minha parte: o comentador da partida da ChessBasse é o GM Elshan Moradiabadi e não tem problemas em colocar no lance de Yue 30.Rh2 dois pontos de interrogação (??). É engraçado comparar com o exemplo anterior do Karten Muller: Dois pesos e duas medidas, conforme um péssimo lance do Anand ou de um Yue! Se fosse o Yue a jogar o g5 do Anand, se calhar o Muller até lhe dava três pontos de interrogação! (talvez por aqui percebam porque deixei de assinar algumas revistas de xadrez consagradas-isso mesmo, demasiado consagradas e subjugadas a interesses e mestrias!)

Então explicação para o que viram? Não, não era o Arlindo Vieira, nem o Sirgado,nem o Castanheira , foi um GM com qualquer coisa de assustadores 2732 de Elo. Então, onde a máquina poderosa de cálculo destes tais GM de 2700 para cima?

Rio-me a pensar se esta partida fosse jogada de Brancas por um Zukertort, por um Maroczy, por um Mieses, um Blackburne -a festa que seria para os tais bimbos que querem fazer bombos dos clássicos! Repito as vezes que quiserem: estes erros incríveis estão a acontecer em Torneios de alto nível com jogadores de alto nível, certamente como aconteciam com jogadores fortes do passado ( raramente com os Grandes, é certo), por isso é tão engraçada a parábola biblíca do argueiro na vista do outro...
Que quero demonstrar com isto? Nada! Pura e simplesmente nada! Apenas não posso com uns idiotas que a reboque da modernidade e sobretudo de uma ignorância exacerbada da História do Xadrez, querem apoucar a herança do passado, e rebaixar as jóias que grandes jogadores do passado nos deixaram!

Bem podem lutar Edward Winter, Richard Forster, Sosonko, Dvoretsky, entre outros contra estes ignorantes, porque eles vão-se desenvolvendo como cogumelos nos meios mediáticos do Xadrez , seja nas entrevistazinhas indigentes de fim-de-capa da New-In-Chess ( talvez perceba porque "despediram" vai para anos o Winter!) a alguns GM , seja em livros com laudatórias cruzadas-"ora agora digo-bem-eu de ti, ora agora dizes tu bem de mim" em revistas de especialidade ou críticas ( isso existe em relação à literatura xadrezista?) mais ou menos de livro entregue de graça (como eu gostava de os ter à borla já que vou alimentando um certo sector que infelizmente crítico-hoje menos, confesso)) e por isso sempre com quatro ou cinco "trelinhas" !

Assim, nestes postes, "chinesices" da minha parte, ou se quiserem para ser mais fino, idiossincrasias de um piço do xadrez, Eu, Je, I, Arlindo Vieira, Português e Tudo!

Ah! Quentinho: Carlsen, com a partida ganha por todos os lados, deixou escapar Anand com um empate depois de um lance muito mau! Comentários sibilinos e a merecer estudo psicanalítico na ChesBase, e para bom-entendedor meia-palavra-basta: que os "amadores-observadores do PlayChess" descobriram com as suas potentes máquinas informáticas o lance Tf6 que ganhava com facilidade!! Repararam bem: Os piços que não vêm um "boi" de xadrez, só chegam a Tf6 com potentes máquinas, por isso Carlsen estás desculpado!
Ai, ai, o que me apetecia dizer da ChessBase...mas não posso, porque a dita cuja dá de comer a tanta gente! Uma Misericórdia do Xadrez aquela empresa!

Qurem mais provocação? Porque perdeu Carlsen três partidas de forma estrondosa nas Olímpiadas? As "gajas" ? A moda, as sessões fotográficas, ou...que chatice jogar "torneios assim", com artistas que não pertencem ao círculo restrito de uma élite que se teme e reverencia, e ainda por cima sabem jogar xadrez e bem!
Ui...que isto dava uma tese!