XADREZ MEMÓRIA

Xadrez de memórias, histórias e (es)tórias, de canteiro, de sussurro, de muito poucos...

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08/09/15

Vídeo: Spanish Chess Pieces/Peças Xadrez Espanholas


Da minha coleção. Cresci com estas peças, fosse no primeiro Jogo comprado a peso de caramelos no Corte Inglês de Vigo em 1976, fosse no F.C.Porto, ou mesmo depois no GXPorto que ainda possuía um ou dois Indajesa.Depois fui colecionando e hoje tenho algumas raridades, algumas que nem estão neste vídeo.
Se gostarem de xadrez, ótimo, se não gostarem ótimo também. Ouçam a música de Falla, de Albeniz que é de graça. Ah! Tem peças de plástico, porque também me fui convertendo a este tipo de peças, porque quer queira quer não, fazem parte da História xadrezística de vários países.
No futuro...e se falássemos de peças de madeira no xadrez Português? Como em Espanha com as Indajesa ou Escardibul, em França com as Lardy, a Alemanha com a Bohemia, etc, etc, Portugal teve um jogo tipicamente Nacional?
Sim e...Não. Para futuro.

26/12/13

XADREZ ...ÍNTIMO


Pois...já estou a ver dezenas e dezenas de cliques para ver a minha ...intimidade, mas azar o vosso! Sei o que vos passou pela cabeça, mas dessas "intimidades" publica e bem o amigo Kevin Spraggett no seu magnífico "On Chess"! ( ah! ah! ah! ).

O meu canto íntimo do xadrez! Uma MESA e DUAS CADEIRAS. Com cerca de 70-80 anos e do espólio de um antigo café do Porto (talvez do Luso!).

Frequentemente este espaço torna-se um local romântico e assombrado de grandes batalhas xadrezistas do passado, raras de hoje (para essas basta os diagramazinhos animados do Site da Santa Casa da Misericórdia do Xadrez Internacional - ChessBase, ou afins). Por vezes, Spielmann , Duras, Teichmann, Zukertort, Blackburne, Janowsky, Maroczy, Breyer, Tartakower, Rubinstein, Anderssen, Chigorin, Pillsbury, Marshall, Charousek, Bernstein, Reti, Mieses, Winawer, Weiss, Bogatirchuk,Platonov, Averkhin, Kupreichik,ou Vitolinsh andam por aqui como fantasmas em passeio e medo deles não tenho.


Bem...vai para anos fascinei-me com uma mesa e cadeiras de uma foto de Filadélfia (sala de análises) do Campeonato do Mundo entre Steinitz e Lasker, vai daí não descansei enquanto não tivesse algo similar e substancialmente diferente das mesas e cadeiras lambisgóias que desfeiam os clubes de xadrez ( excepto o meu GX Porto), ou que se vende de articulado e frágil para jogos de cartas e afins! Assim, o meu canto de xadrez.

E porquê um post como este? Sei lá! Já coloquei parte das minhas peças, parte dos meus livros, porque não algo mais sólido, mais madeira maciça mas mais de intimidade de espaço no xadrez?

Depois, talvez esteja a ter um ataque inexorável de romantismo xadrezístico, ou , a passar por algo que caracterizo de melancolia escaquística, que só quem vai descendo o plano inclinado e AMA o xadrez, sente!


Tenham paciência de mim, que dó de vocês tenho eu, aqueles que só conseguem ver uma vertente do xadrez! Para esses, talvez escreva um artigo sobre o milionésimo livro sobre a Sveshnikov, ou sobre a Megabase qualquer coisa, ou como o último mundial foi de uma emoção e de um xadrez profundo como raramente se viu!


Bem podem esperar sentados....mas não nas minhas cadeiras.


Ah! Esquecia-me, ainda encontraria 20 ou 30 pessoas ( Mestre Machado, Curado, Castanheira, Alexandre Monteiro, Russo,  Sirgado, Fernando o Silva e o Cleto, Marques,  os Antónios Fernandes, Santos e Silva, o Américo, o Durão, o Cordovil, Fróis , Malta da Casa do Xadrez, O Gomes da Silva, etc, etc,deixem guardar alguns no segredo que eles nem sabem!) ligadas ao xadrez que daria o privilégio de comigo se sentarem ali ( até colocava almofada e tudo!) e jogarmos umas partidas "comme il faut" !


Outros, "cadeirinha de realizador" na porta da garagem e sem romantismo.











O meu velho, velho gato, aprovou!





09/12/13

XADREZ HIPPIE ou...HIPPIE CHESS?

Penso ser um Jogo Holandês dos anos 60.
Na minha coleção, um jogo dos mais estranhos que possuo. Estranho, mas que não deixa de ser belo. Fora de comum e de uma raridade mesmo rara.
As peças são "patelas" octogonais de madeira com o desenho das figuras de xadrez gravadas a fogo. E curioso é ser um jogo "DOIS EM UM", isto é, podemos virar a madeira e jogar com um estilo de design, ou escolher do outro lado outro estilo de desenho, conforme o gosto..
Se numa face temos um estilo de desenho clássico de peças de xadrez, estilo figurino de diagramas ou livros, do outro, a verdadeira surpresa: o design é estranho, com caraterísticas entre o hippie, o gótico, ou o infantil como lhe queiram chamar. Esta face é surpreendente:

- Rei e a Dama aparecem assim estilo "carnaval" ou mais concretamente estilo sexualizado: o Rei com uma barbicha parecida com a minha, fecha os olhos de desejo, enquanto a Dama, os abre quase a olhar para trás numa espécie de "ver quem me persegue, deus queira que me persiga"!

-  Cavalo, não é bem um cavalo, assim uma espécie de Pégaso-aburrado que me encanta! Depois o nariz do jaleco parece o  de quem snifou qualquer papoila em campo indevido.

 -  Torre tanto pode ser um castelo do drácula, como castelo da imaginação de uma rave party depois de uma  trip de...

- Bispo : Fantástico! Cabelo à Hippie, orelha furada, que tanto pode ser bispo, como Okupa, como vocalista de hard-rock!

Penso que há uma "Estória", um elo de ligação nisto tudo que me escapa, juro! Mas escapando-me, não deixa de ser interessante imaginar histórias fantásticas com estes desenhos. Principalmente o BISPO surpreende! Qual andar em diagonal??? Qual quê?? Um Bispo assim, das duas uma, ou anda aos ziguezagues, ou "achantra"  num "Ya man" sem remissão.

Adoro estas peças! Aliás até o título do jogo é uma coisa fenomenal " TODDY BOX" "Grogue", "Ponche" ou "Ganza Box"?!?

Apreciem



























07/12/13

XADREZ EM MATCH OU...XADREZ COM "MATCHES"?

Para além de interessante, raro e muito bonito.
No tempo dos cigarros no xadrez, não arriscaria colocá-lo perto de um Lasker, de Tal, ou de um Saemisch. Até os fumavam por engano!
Divirtam-se com as fotos!











22/01/13

PEÇAS XADREZ PLÁSTICAS PORTUGUESAS 5









Estas peças são as mais recentes e plastificadas do xadrez nacional. Se não estou enganado, fruto de um acordo entre a AXP e a Majora no âmbito do projeto XEQUE MATE, e por lembrança minha a este organismo do xadrez portuense que talvez a referida empresa possuísse o molde para fabrico deste jogo que foi imagem da Majora nos idos anos 70-80 e mesmo 90. Assim assistiu-se ao renascimento de um jogo plástico com um tamanho de Rei generoso, de base larga e proporções razoáveis entre as diversas peças e umas peças-molde que foram a marca do desenvolvimento do xadrez britânico nos anos 80. Ainda hoje em qualquer torneio americano ou inglês de grande participação de jogadores estas peças são utilizadas, como em qualquer site internacional de venda de material de xadrez, elas aparecem a preços muito competitivos. Aliás, repetindo-me, não sabendo se a Majora tem, qualquer catálogo racionalizado e arquivado das peças que comercializou ( e se não tem, é pena, mas deveria ter!), não tenho dúvidas que o molde não é genuíno desta empresa , mas sim de origem britânica.


Mas… o que vim a descobrir, utilizando uma simples balança, é que as peças da Majora originais dos anos 70-80 / e tenho umas) eram pesadas, isto é, não eram chumbadas, mas a qualidade do plástico e o peso da base eram de tal forma que as peças tinham o tal equilíbrio necessário ao jogo de rápidas, tão contrário às peças atuais (as tais do projeto Xeque Mate) em que a qualidade não é a mesma e por isso , são mais leves, levando à irritação de vários jogadores que as  sentem voar do tabuleiro em apuros de tempo ou rápidas.
As da Majora de anos atrás eram pesadas e até tinham uma particularidade interessante ou ridícula, conforme o entendam: eram oferecidas em três “formatos” Brancas-Pretas ; Branco madrepérola-Negras e  Brancas transparentes (tipo vidro)-Negras ( Juro!) este talvez para decoração! Acreditem ou não, muita gente ainda tem estes jogos em casa, e não raro aparecem a preços da "uva mijona" em leilões Web. Também não será por acaso que nos sites internacionais de venda de peças de xadrez – americanos, ingleses ou alemães, estas peças, ou muito parecidas, apareçam em duas versões " chumabadas"  ( mais caras) e leves.

 
Claro que houve outras versões de peças plásticas usadas no xadrez português, mas de utilização mais restrita, usadas em circunstâncias particulares, por exemplo, as peças plásticas usadas num zonal do Algarve ( vide Revista Portuguesa de Xadrez) que depois tornei a ver num Campeonato Nacional Individual em Ílhavo e nunca mais – Aliás a única falta na minha coleção, pois nunca consegui arranjar este jogo que é de molde espanhol ( aliás tenho uma versão pequena, mas de má qualidade) e com um  dos Cavalos mais bonitos que vi em peças plásticas, todavia nunca foram peças de “massificação” como as que tentei retratar noutros artigos.  








 Agora uma curiosidade da fábrica portuguesa Karto, ou Carto.













Pronto, acabei o "plástico" e é natural que me volte para a "madeira" e aqui o panorama é qualquer coisa de confrangedor. Todos sabemos o que significou Regency, Lardy ou Chavet em França, British Chess Company, Ayres ou Jaques em Inglaterra,  Biedermeier ou  Vienna Coffeehouse no centro da Europa, ou peças Checas,  as Dubrovnik , ou as Deutsche Bundesform ou Bohemia na Alemanha, ou mesmo o Staunton espanhol tão caraterístico da Indajesa, mas em Portugal" Zero", ou quase zero, excetuando um período em que parecia que iriamos ter um jogo de madeira nacional e que não foi mais que um arremedo. A Fábrica Victória foi um Oásis na material muito bom de xadrez português, o resto, cópias, cópias e cópias, mas muitas vezes do menos interessante para copiar,  e aqui, Majora e Karto lá foram tomando conta do recado, mas  Isso são contas de outro rosário.