XADREZ MEMÓRIA

Xadrez de memórias, histórias e (es)tórias, de canteiro, de sussurro, de muito poucos...

04/10/14

AQUI HÁ GATO





De amarelo do sol de fim de tarde com laivos envergonhados de branco o seu longo e magnífico pelo.


Altivo, felino per si e por essência, nunca foi um gato "à Pina", ou "EPC". Nunca gostou de secretárias, de máquinas de escrever, computadores e era gatofóbico a escritórios.
Verdadeiramente doméstico, gostava bem mais da máquina de secar roupa e arca frigorífica, da sua brancura e sua lisura acetinada.

Era belo como só um nosso gato o pode ser.

Trouxemo-lo para casa de abandono de 3 ou 4 meses, magro, “esgatado”, sujo, osso e pele que quase nem se via uma coisa nem outra debaixo  do zoológico de parasitas.
Viveu 20 anos, segundo os livros quase 93 da nossa vida, acredito mais em gato centenário.


Viveu bem, presumo. Feliz, não sei. Castrado (hoje nunca o faria!), senhor do seu domínio, uma marquise, um cesto, os seus alimentícios pratos, a sua areia, mas sobretudo a sua independência. Era gato que se conhecia de gato e só depois os donos (seríamos?). Tinha uma predileção especial pela minha filha mais nova E, enquanto aos restantes membros da família dava a sensação de nos gostar numa espécie de "pronto, está bem". Para mim em particular olhava-me de esguelha, de desconfiar, talvez surpreendido do meu apêndice labial piloso concorrente da finura do seu.
Sempre adorei aquele gesto olímpico da elevação do rabo, do virar-me o "dito cujo" e mandar-me dar um volta ao "bilhar grande". Não é brincadeira a personalidade de um bichano.


Vida pacífica de gato caseiro. Soalheiro muitas vezes, friorento outras, solitário de últimos anos depois da morte da sua negra companheira gata, nunca esteve doente, tirando um problema de pele nos últimos tempos e a maleita da velhice que o levaria.
Crescemos todos. Era da família. Obrigatório olhá-lo , olharmo-nos quando chegávamos a casa. Obrigatório ver o seu pelo leve e fino esvoaçar e pousar mansamente em tudo na marquise para desespero da T. Obrigatório no meu escritório observá-lo da janela e ver os seus magníficos e meigos olhos, ou o seu enroscar dorminhoco de acrobata. Assistir aos seus despertares de longas sonecas com o estirar da atlética musculatura, seguido do seu bocejo de mostrar ameaçadora dentadura. A sua "lambedura" pluridiária, envergonhava o meu único banho do dia.

Gato belo e magnífico, o MEU. Nunca o senti como meu. Nunca foi um gato lamechas, mimalho, um seguidor de dono, de procurar companhia. Nós que o procurássemos! Por vezes olhava-me interrogativo: afinal quem adotou quem? Era tanto nosso com nós dele. Nunca o foi preciso dizer: amávamo-nos.




Envelheceu e muito. Percebemos nos dois últimos anos quando se tornou mais carente, mais necessário de festas, mais miado de chamamento, mais protestativo de areia não bem limpa. No último ano, escândalo dos escândalos, tinha-se habituado a um canto do sofá e, ainda mais escandaloso, não se envergonhava de nos olhar "sem-abrigo" para um salto para o nosso colo onde ronronava até adormecer, como "ressono" e tudo. Acho que começou aqui a sua despedida.


Envelheceu em demasia. Ficou magro, osso à vista que nem o pelo comprido conseguia esconder. Começou a faltar-lhe a força nas patas traseiras. A sua artística agilidade no salto da máquina de secar para o chão já era medida a olhar de régua e esquadro, o seu salto calculado para a vergonha de não se estatelar. Depois caía mesmo. Levantava-se com o garbo possível da humilhação e cambaleava numa arqueologia do gato que fora no gato que era agora. Na parte final da vida nem um pequeno salto de 40 cm para o sofá já conseguia. Olhava-nos envergonhado e a pedido de ajuda. Os rins começaram a falhar e os litros de água apaziguavam-no por instantes. Contra o conselho da veterinária, aceitava pequenos pedaços de fiambre, de presunto, de peixe cozido variado. Comia, mas já sem aquele gesto típico de satisfação de passar a rugosa língua pelos finos bigodes.
Por vezes  vezes miava com dores, mas num crescente apagar da chama, dormitava quase sempre. Sono inquieto, solto, de olho entreaberto.


Por decisão unânime, não seria abatido. Perscrutamos-lhes várias vezes o olhar, os seus já parcos movimentos e neles víamos a mensagem de "ainda não", de quer continuar, de querer ficar mais um bocadinho. Como ténue chama que se apaga por ela, assim o sentimos. Não seríamos nós a promover a corrente de ar para a apagar. Talvez quisesse um bocadinho mais para se despedir, porque não?
Nas duas últimas semanas, uma "coisa" assomou-lhe no lado direito do rosto, desfigurando-o um pouco. Quase espírito de gato naquele corpo de gato. Cada vez mais estático. Na Veterinária, inconclusivo derradeiro – velhice extrema, injeção para arrebite de dias e depois se veria.


Numa noite de 5º Feira, depois do regresso veterinário, a minha insónia de quatro da madrugada a levar-me até ele no sofá da sala. Olhou-me, olhei-o terna e demoradamente. Baixou a cabeça depois de um minuto e ficou naquele estado de dias. Percebi aquele olhar derradeiro. Queria partir. O seu já chega era um apelo ao nosso já basta. O seu olhar de  ternura-despedida foi um beijo dado de até sempre. Afaguei-o longamente na cabeça pela última vez e sussurrei-lhe baixinho em criança dó menor: "Parte, vai embora companheiro". Leva-nos contigo que cá dentro nunca mais sairás!". 


Na tarde de Sexta, internamento na clínica para pretenso soro regenerador de prolongar vida por dias, Eu sabia que não. Era o nosso segredo.

Sábado de manhã a proposta à minha E de irmos passear à Sé do Porto, só os dois. Ela não estranhou. Por volta das 11 da manhã um telefonema da minha filha mais velha: da clínica informação que o gato tinha falecido durante a noite. Ia ser cremado. Cumpriu a sua promessa, o nosso pacto.


Não sei como o disse, nem como o consegui dizer à minha E. Vazio infindo por dentro mais forte do que qualquer tristeza deserto. Sentámo-nos na escadaria da pérgula do Nasoni na Sé. Sem palavras, olhar perdido, ausência d´alma dentro de lembranças rápidas como meteoros. Deixamos correr algumas lágrimas teimosas que se queriam cataratas do Niágara perante o olhar estúpido de foguetórios turistas.

Dos dias mais tristes da minha vida. Como "zombies" continuamos o passeio. Nada seria como dantes.

A Dor, a grande Dor viria depois. Como o apaziguamento, a transformação do espírito dele em nós.

Eterno o meu Gato. Para Sempre.




 

03/08/14

BALANÇO E...






Abriu em 16 de abril de 2009, teve o seu antepenúltimo post em  18 de abril de 2014, como tal 5 anos de vida. Muitos? Poucos? Não me interessa. Interessa o que o Xadrez Memória significou para mim até agora, o zelo, empenho e trabalho árduo que coloquei em muito que escrevi. 

Valeu a pena? Para mim, sim, claro, para o resto da comunidade Xadrezística nomeadamente portuguesa, não sei, nem estou muito interessado em saber. As estatísticas do blogue podem dizer alguma coisa…ou não. Que sou mais visitado e lido por xadrezistas brasileiros, isso é uma certeza que nem me admira muito. Costumo dizer à laia de “blague” que não conheço a comunidade xadrezística portuguesa, nunca me foi apresentada, nem quero que me seja apresentada. Quero lá bem saber do que pensa muita gente do Xadrez Memória! 

Alguém comentou que escrevo um pouco acima da média da cultura do xadrez em Portugal, mas com esta idade “já com riquezas vãs não me iludo” ! Nem sei bem qual é a cultura nem média nem alta da maioria dos jogadores de xadrez português! Agora sabem qual é a minha opinião sobre xadrez português vai para muitos anos: Xadrez pobre, medíocre, com dirigentes entre o tasco e a indigência, jogadores que não jogam nada de nada de xadrez – um boi de xadrez como se diz no norte- mas é tão giro-acham que sim que jogam muito, que têm muito talento, Clubes engraçados de “mama subsidiária” que quando acaba mirram, Clubes de decoração autárquica, algum mercenarismo entre o ingénuo e o aproveita que em terra de cegos quem tem olho é rei, cultura de xadrez um pouco abaixo do da batata, ou do bordado xadrez, pantomineiros cadastrados em cargos dirigentes federativos ou associativos, jjpqnvln ( jovens jogadores portugueses que não vão a lado nenhum) porque relapsos ao estudo, à cultura do xadrez, à reflexão sobre si próprios e o seu jogo- considerando-se cheios de talento, de inspiração, autênticos fadados do tabuleiro – falhados do mesmo quero dizer, mas que depois fazem reciclagem para falhados dirigentes, porque lhes falta o amor ao xadrez, o profundo do xadrez, e zás, a modalidade completamente estagnada, à mercê dos salvadores da pátria, porque senão era o caos em eles. Coitados, alguns jovens tão velhos já que nem honra trazem à velhice!


Mas nada disto é novo para quem me conhece. Quero lá bem saber do Xadrez português! Não é ressabiamento, nem raiva, nem coisa nenhuma, não quero saber, pronto! Olhe-se para o xadrez português nas páginas Web e comparece-se com sites brasileiros, ou por exemplo com  o Ajedrez de Ataque do meu amigo Javier Cordero, ou outros internacionais e a nossa dimensão está à vista.  Que nem sou “linkado” na maior parte dos sites do xadrez português? Chiça, que alívio! Give me a break!  Nem pela malta do meu clube sou lido! Chateado porquê? Então um “maduro” abre uma página para ler umas coisas estranhas sobre nomes como Vitolinsh, ou Simagin, quando isso nem interessa, nem sequer vão ser emparceirados com eles numa próxima sessão de um Suíço, bolas! Então um “Jove” talento, marrador profissional de teoria de dados basística com variantes, subvariantes, subdesubvariantes, quer lá saber de gajos chamados Spassky, ( Ah! O Piço que foi estralhaçado pelo Fischer!), Bronstein,  ou Rubinstein ( finais para quê? Eu sou tão bom, tão bom que rebento com os gajos antes dos finais! ).


Assim, escrevo para mim e para um grupo restrito , muito restrito de amigos de xadrez de longa data, blogue de canteiro, de sussurro, de muito poucos como escrevo na introdução. Assim será, assim irá continuar sem egoísmos, sem esconder nada. Uma alegria para mim quando numa pesquisa no Google lá aparecem em tamanho generoso as minhas fotos de peças, ou capas de livros de xadrez, ou referências quase únicas a um Kupreichik, Tseitlin, entre outras. Uma alegria quando no youtube e pela primeira vez no assunto, alguém disponibilizou em imagens quase toda uma história dos jogos de xadrez soviéticos. Um mãos largas, o que sou, para que as coisas do xadrez, algumas coisas da cultura do xadrez não fiquem nas mãos de uns poucos privilegiados ou nos sótãos poeirentos à espera de melhores dias.
Em setembro mais novidades quer relacionadas coma História do xadrez português, quer com livros de xadrez ( não , não vai ser sobre os Idiotas “ How to smash”, ou “How to win with”, ou the “KIller Program”, ou merdelins afins para sobrevivência de GM de aviário e de outros confins!), peças de xadrez, grandes jogadores esquecidos, etc, etc.

Assim, porque me fui esquecendo de muitas etiquetas, outras porque me perdi nelas, aqui vai um balanço do que está no Xadrez Memória. 



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Torneios: Nacional Juniores Figueira Foz 1975, Camp.Nacional Absoluto 1978, S. Petersburgo 1914

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Cultura Xadrez e cinema, Xadrez e Filosofia para crianças, , Cecília Meireles, Irene Lisboa, Ilda David, Ondina Braga, Manuel Fernando Gonçalves, Mário Marques; Arlindo Vieira; Oscar Brenifier e Jacques Desprès; Mário Henrique Leiria, João Miguel Fernandes Jorge e Jorge Pinheiro, David Lean



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16 Abril 2009 abertura

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Gligoric na sua morte
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Vladimir Simagin – Biog e 6 partidas comentadas e Bibliografia
Kaspasryan-Biog e 3 partidas mais alguns Estudos
Perplexidades-Campeonato Europeu de Veteranos
Xadrez e material – Mesa e cadeiras antigas 
Centenas e centenas de fotos.

Como nas caixas de correio, por favor aqui não, , com todo o respeito pelas ditas:


 
 Abraço para todos e Boas Férias, sempre com xadrez ( nem que seja com uns "mates" olímpicos!)