Faleceu na passada 2º feira um dos grandes jogadores de ataque da história do xadrez.
Sobre ele escrevi 8 artigos neste blogue com várias partidas (ver etiqueta Kupreichik), sobre ele coloquei um vídeo no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=BN-gkasJIDc
Paz à sua alma.
Mais umas fotos deste GM Bielorusso.
24/05/17
21/04/17
CARLOS MENDES
Há dias que nem valem a pena…
horas que mais valiam estanques na máquina do tempo
minutos torniquetes silenciosos do nosso desespero
segundos incontáveis de incrédulo espanto
olho para os meus jogos de xadrez, as minhas estantes
apetecia-me partir tudo, partir de tudo do xadrez...
que vale o xadrez quando parte um dos nossos e bons do xadrez?
2004, era eu vice-presidente do
GX Porto, um mail cortês, bonito convidava o GXP a inaugurar a nova sala do Grupo
de Xadrez de Montemor-O- Velho. Como recusar? Fomos. Recebidos mais do que
convidados como família xadrezista. Match sem resultado já lembrado nem interessa!
Almoço opíparo à Montemor-O –Velho. E o Carlos, o sorriso do Carlos, aquela
franqueza sorridente que só tinha paralelo com a mesma abertura da sua calva luzidia. Aqueles
seus óculos teimosos e manhosos sempre a escorregar nariz abaixo, e sempre
aquele ar de ser bom, de se gostar mesmo daquilo tão tresloucado de um
tabuleiro aos quadrados e umas figuras esquisitas que nele dançavam.
Enfeitiçado, embruxado do xadrez era o Carlos Mendes. As palavras simples e
sentidas na despedida, as lembranças trocadas. Dos momentos mais bonitos da
minha vida de xadrez e de dirigente de xadrez.
Depois, divergi do Carlos em
determinada altura da vida Federativa, mas até aí, quando se gosta de alguém, quando
se tem alguém que pode ombrear connosco na Paixão do xadrez, até as
divergências são uma festa. Uma coisa sei, o Carlos nunca se aproveitou do
xadrez, talvez o contrário seja a verdade: o xadrez aproveitou-se dele e se
calhar ele nem se importou, porque quando se ama o xadrez ama-se com tudo e a
simbiose é perfeita. O que o xadrez de Montemor-O-Velho lhe deve, o que o
xadrez Português lhe deve nem precisa de ser contado, porque de belos frutos
nunca se deve pedir meças à árvore.
É dos Carlos Mendes, dos Marinos
Ferreira, entre não muitos como isso, a verdadeira seiva do xadrez português.
Qual bichos da seda na multidão, vão tecendo o tecido com que é feito o
verdadeiro xadrez amador português, sim porque o Carlos era mesmo Amador,
porque poucos como ele amaram a cousa amada com tal paixão.
Mais um dos meus que em mim
ficará guardado no tal lado bom do coração que não sei bem onde é, mas se
instala sem medir licença. Eu deixo, claro.
Obrigado Carlos Mendes. Se não
fosse por mais, pelas 5 horas mais bem passadas da minha vida de xadrez aí em
Montemor. Uma honra para o Grupo de Xadrez do Porto que está guardada na nossa
memória, nas nossas estantes.
E…desculpa qualquer coisinha.
Raios que agora são os meus
óculos que alguma coisa quer fazer descair dos meus olhos.
Ah! Vê lá se guardas um lugar para mim no Aberto da nova
sala que havemos de inaugurar no Reino de Caissa. Proponho GXCASC- Grupo de
Xadrez Celestial dos Amadores sem Causa
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Carlos Mendes,
Homenagem,
Memória,
Ternura
16/04/17
LIVROS DE XADREZ...
Não, não vou dar nenhum! Quer dizer, qualquer dia dou os de Aberturas ( não os do Pachman que são afetivos), mas as porcarias inglesas que fui comprando só para ver como eram escritos e a honestidade de quem os escrevia.
“O subtítulo diz um pouco mais, não
dizendo completamente tudo. Será um blogue, o Meu blogue de xadrez, mas com os
quase 40 anos de experiência na modalidade, sem qualquer tipo de dúvidas que o
será de “canteiro”, de nicho se quiserem, “para muitos poucos”, para um grupo
restrito de xadrezistas nacionais e, se calhar, alguns de língua portuguesa
espalhados pelo mundo que se interessam por um tipo de xadrez que anda
praticamente arredio da Web, das revistas, das discussões comuns dos jogadores
de xadrez, ou seja, os
livros e a crítica de livros de
xadrez, as peças
de xadrez, a
História do Xadrez, as estórias, a fotografia, os grandes
jogadores de xadrez de canto de enciclopédia, as curiosidades do xadrez, as memórias
afectivas de um determinado xadrez português. Só isso nada mais!”
Foi
assim que me apresentei em 16 de abril de 2009, ou seja quase há 8 anos, tantos
como os de vida do Xadrez Memória. Nada retiro, nada tenho a lamentar. De tudo
o prometido, muito cumprido. Posso afirmar que a ideia inicial passava por um
peso muito especial nos livros de xadrez, na crítica aos livros de xadrez,
todavia desde muito cedo percebi que se ia por aí, nem de canteiro seria o
Xadrez Memória. Livros de xadrez? Que se comprava, que se compra de literatura
xadrezista em Portugal, o que se lia, e se lê no que diz respeito a livros de
xadrez no que diz respeito ao jogador de xadrez português? Que paixão existe
pela leitura de livros de xadrez? Pela experiência dos jogadores do meu Clube
de Xadrez, e pela completa secura sobre o tema nas poucas páginas Web de
xadrez, não me foi difícil percecionar o óbvio: o quase grau zero de leitura, a
inépcia vazia das estantes com livros de xadrez dos Clubes, e dos próprios
jogadores. Corrijo: alguns livros existirão sobretudo ligados à competição,
sejam Informator, Yearbook, Aberturas, fossem das editoras da moda: Everyman,
Gambit, etc (passe a publicidade), ou revistas espanholas, uma ou outra Europe
Échecs, e num outro ou outro jogador mais “cultivado” a New in Chess”, todavia
desde muito cedo percebi que com o advento fortíssimo da Informática e dos
produtos informatizados, principalmente dessa grande empresa “que deve dar de
comer a muita gente ”a ChessBase” faria a delícia não só do jovem aspirante a
GM, como do patzer xadrezista que sonha deixar de o ser no xadrez nacional, e
como tal escrever sobre livros de xadrez que ninguém compra, que ninguém lê,
seria como escrever sobre gelo dentro de um frigorífico.
Claro que cheguei a comprar
( e a fazer download) de alguns livros
de aberturas das editoras citadas, de GM de mais ou menos aviário, ou nomes
sonantes, mas bastou folheá-los para perceber quão inúteis eram, quão “engana
papalvo” a quem se destinavam, com que frivolidade se escreviam, como que pasmo
se passavam bases de dados/reportório para papel, com apreciações de “engines”,
como se fossem análises próprias e como rapidamente se desatualizavam.
Percebe-se que sabendo trabalhar com ChessBase ou Chess Assistant, se pode
construir um Reportório de aberturas e atualizá-lo, e como uma grande parte de
livros de aberturas se tornam dispensáveis, e como o “marketing” poderoso e
insinuante das editoras junto dos jogadores de xadrez os fazem quase “Bíblia”
para se ser alguém no Clube ou na competição. Com capas por vezes a roçar o
abjeto, com títulos entre o estúpido e o cabotino “ Smash”, “Killing”,”
Winning”, com autores a prometer o paraíso-ganho com e4, para depois prometerem
o mesmo ao contrário com e5, com escrevinhadores a escreverem livros como eu
tomo cafés, a literatura de aberturas transformou-se num “maná” , ou talvez
não, porque os saldos mostram o que em armazém vai ficando, um filão de
prometer paraíso, e que perde gente jovem e carteiras.
Não,
o meu galho em livros de xadrez é outro, outro mesmo. Digamos como este blogue,
um canteiro, um nicho, uma biblioteca rigorosamente selecionada segundo
preferências temáticas é certo, mas também pela qualidade, categoria dos
autores ou crítica avalizada de quem a sabe fazer -e no mundo do xadrez,
poucos, muito poucos mesmo sabem fazer crítica de xadrez – ou por descoberta
ocasional, ou sugestão de amigos estrangeiros.
Perante
o que afirmei, percebe-se que as Biografias,
as Coleções de Partidas, Os Torneios de Xadrez, os “Clássicos”, a História, ocupam parte das estantes da minha biblioteca, que não
sendo gigantesca, ( bem pobre em número de
volumes , diga-se) nem atrita a edições raras, ou caras ( nem tenho
dinheiro, nem me interessa!), é minha por escolha e paixão. E como gostava de
partilhar ideias, críticas, gostos sobre livros de xadrez! Com quem? Em
Portugal? Onde, quando? Quem tem a coragem de escrever sobre o Livro de Paul
Keres recentemente editado em Inglês ( Só agora!!!) “World Chess
Championship 1948”, quem me pode informar sobre a reedição aumentada e em
algébrico do Livro de Rudolf Spielmann “The
Art of Sacrifice in Chess”? Já sei, bem
posso esperar sentado! Se calhar mais de 90% de jogadores portugueses nem sabem
a que me estou a referir, quanto mais descobrir uma página Web, um blogue, um
site onde o meu sonho se concretizasse!?
Escrever sobre livros de xadrez para quem e porquê,
se pouca gente lê, se quase ninguém se interessa por livros de xadrez com as
temáticas que apontei, se miúdos, menos miúdos e até graúdos se acham os
maiores do mundo, que estudar Capablanca, ou as partidas de Lasker, Alekhine,
Rubinstein ou o Torneio de Karlsbad 1907 nãos serve para nada, não interessa
nada, não contribui para o progresso xadrezístico, quando ainda por cima, nem
sequer vão ser emparceirados “com esses gajos” que não jogavam a “ponta dum
corno” e que hoje até perdiam na “boa com um maduro de 2200..ou menos”!?
Pois…acho que sim! Há ganza mais barata, lá isso há!
Assim,
a primitiva ideia de escrever sobre livros de xadrez quando iniciei este
blogue. E tive bons mestres quando comecei a compor a minha biblioteca
xadrezista. Foram eles que avivaram de alguma forma este gosto sempre crescente
pela boa literatura de xadrez. Edward
Winter e a sua implacabilidade sobre os falsos autores e livros mentirosos
sobre xadrez e história do xadrez, John Watson, Jeremy Silman, Donaldson, o Kevin
Spraggett e o seu velhinho site canadiano com as suas sugestões de
“Clássicos”, Alex Dunne e o seu
“Great Chess Books of the Twentieth Century in Elglish”, todos eles ( e mais
alguns) foram os causadores de alegrias
de coincidências de gostos, descobertas e claro…menos dinheiro na já pobre
carteira de professor português.
Preparem-se
pois…tenham medo, muito medo, porque hei-de escrever sobre livros de xadrez!
Quer dizer, dos poucos que me leem sabem que já escrevi sobre livros de xadrez
relacionados com Fisher, Lasker, Second Piatigorsky 66, etc, , mas retornarei à
carga!
Por falar em livros de xadrez, em cultura de xadrez: não se esqueçam do recente e excelente trabalho de ensino de xadrez na BMP, acompanhado de não menos excelente trabalho de paixão e pesquisa de personagens gradas do xadrez nacional que começou com a figura ímpar de cultura xadrezista ( e não só) do Mestre Rui Nascimento - " A Arte da Composição em Xadrez" - Breve antologia de autores portugueses" , que o Daniel Quintã está a realizar. Bem haja!
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Literatura Xadrez,
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11/04/17
LUIÍS OCHÔA 2
Já passaram dois anos do seu
falecimento. No artigo que lhe dediquei lamentava não existir nenhuma foto
decente do Ochôa como jogador de xadrez. Coloquei a minha
partida da 4ª sessão do Campeonato Nacional Absoluto de 1978, jogado em S. João
da Madeira, onde era visível a diferença de força xadrezista entre um primeira
categoria e alguém que era um bocadinho mais do que isso, e nem preciso de
identificar quem é quem, porque o resultado diz tudo. Depois…depois, os amigos do costume, aqueles
raros que se vão interessando senão pela História do xadrez Português, muito mais
pelas memórias afetivas que sobrevivam a qualquer tabuleiro e peças de xadrez.
O Cordovil, claro, envia-me a última partida jogada pela Ochôa e que a custo e com dedicatória
conseguiu do mesmo, jogada em simultânea
com o Spassky no IV Festival Xadrez de
Lisboa no dia 20 de novembro de 1999. Empate por proposta de Spassky, que de cordial ou combinado teve nada, pois foi
partida dura e bem jogada, mostrando o ditado “ quem sabe nunca esquece”
aplicado ao Luís Ochôa.
Depois, uma
emoção fortíssima quando o meu amigo, e outro apaixonado do xadrez, me resolve
presentear por mail com uma foto inacreditável que nem sabia que existia.
Exatamente o Ochoa na partida comigo desse Nacional de 1978. Esconder para quê?
Uma lágrima rebelde quis sair e eu deixei quando no ecrã do computador me
aparece o Ochôa pouco preocupado com a posição que já sentia muito vantajosa e
parecia entretido com algo que não descortino ( talvez preparar um cigarro?) e
eu, sempre com aquele ar “ciganão” morenaço de farta bigodeira , concentrado ou
ensismemado na “pinga” que ia levar com a posição quase desesperada das Negras.
Como éramos novos! Como eu amava ainda o Xadrez competitivo, como ainda tinha
ilusões de não ser tão “piço”, tão nabo na modalidade, como nos anos oitenta me
apercebi. Como acalentava a paixão por um xadrez que ainda não suspeitava que
ia morrendo aos poucos, para qual Fénix, renascer noutro, que sendo o mesmo, não
era aquele.
Porquê só
agora isto no Xadrez Memória ? E Porque isto no Xadrez Memória? Que têm V.
Excª, dos poucos que aqui vêm clicar com gosto, dos outros poucos que nem com
gosto vêm, só enfado, que não existe aqui variantes, nem árvores de análises,
nem Komodo, nem Fritz, nem “ChessBasesantacasadamesiricórdia” nem nada, digo,
que têm com as minhas memórias, emoções, se muitos nem sabem quem foi o Ochôa,
ou se sabem, querem lá saber?!
Pois…mas eu
quero. Finalmente uma foto do Ochôa como deve ser como xadrezista na Web! Não
sei se é muito ou pouco. É. Um passado, um colega de modalidade, um forte jogador,
uma boa pessoa que conheci ( e hoje não é fácil encontrar pessoas boas!), um
fractal da História do Xadrez Português. Que seja. Para memória presente e
futura.
Como sempre,
do lado bom do coração onde guardo os afetos, um agradecimento ao Mestre
Cordovil e ao Fernando Pinho.
Ah! Já agora nesse artigo referi-me ao Marino Ferreira!Agora que partiu, para quando alguém que o conheceu, que saiba escrever e goste da memória afetiva, consiga dedicar uns minutos a contar o quanto o xadrez egitanense e português lhe deve?
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07/03/17
João de Moura 2
Com a preciosa e sempre por mim agradecida ajuda do Mestre Cordovil, aí vão as páginas que a revista "Xadrez Actualidades, Cruzadismo Bridge" no seu nº1 dedicou a João de Moura. Aliás esta excelente revista teve uma vida curta, apesar das suas excelentes intenções e colaboradores, no que infelizmente não desmereceu de muitas outras e louváveis tentativas editoriais ligadas ao xadrez português, quase todas de perene fenecimento. A entrevista foi conduzida por Álvaro Pereira e Ana Diniz (no concerne ao Bridge). Acreditem que vale a pena ainda hoje refletir sobre algumas verdades intemporais do xadrez português, tão certeiramente apontadas por João de Moura.
Uma Notícia de Vasco Santos na Revista Stadium sobre a sua vitória no Torneio de Mestres
E talvez aquela que seja a sua melhor partida: a vitória sobre Pomar no Torneio Internacional do Estoril em 1950
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23/11/16
JOÃO DE MOURA e UMA TAÇA
Um troféu. Uma simplicíssima e
pequena taça. O ano estampado na quase identificável gravura que a identificava.
Vi-a num destes leilões online quase dada e foi logo enamoramento. O anúncio só
dizia taça de xadrez. Pelo zoom da
fotografia, e antes de uma limpeza, percebi que tinha a ver com FEDA (Federacion
Española de Ajedrez). Depois sem surpresa , o ano longínquo de 1950, o Torneio Ibérico
de Xadrez, a taça correspondente ao 4º lugar. Por acréscimo, a perceção de
jogadores portugueses presentes, mas mesmo uma rápida pesquisa em sites
espanhóis, nada. Bastou virar a cabeça para a estante de xadrez e pegar no
livro que tinha comprado vai para anos sobre Pomar ( bela homenagem, diga-se,
num belo livro “ Arturito Pomar , Una Vida Dedicada al Ajedrez”, de Antonio
Manzano e Joan Vila, PaidoTribo), para ler que o referido Torneio vinha
referido na sua página 109, juntamente
com uma partida entre Pomar e Lupi. Pelos participantes e classificação, fácil perceber
a quem pertenceu a taça que agora na minha posse. Num torneio ganho por Medina
com 5,5 pontos João de Moura tinha ficado em 4º lugar com Francisco Perez no 5º
e como tal, seu este troféu. Os outros jogadores foram Pomar e Fuentes (2º e 3º),
João Mário Ribeiro, 6º , Lupi, 7º e Jimeno 8º.
Resolvido o enigma. Caminhos
ínvios e misteriosos estes ligados a pormenores da História do Xadrez Português
a que sou conduzido por improváveis desígnios e cintilações surpreendentes.
Outros me tem acontecido.
Como este pequeno troféu chegou
às minhas mãos, qual o seu percurso de 66 anos até acabar num leilão online por
menos de 10 Euros, daria outra crónica aliciante sobre a forma como em Portugal
se desperdiça o património histórico xadrezistico português, seja por
desinteresse, incúria familiar, seja pela arte de falcoaria patrimonial
escaquística levada a cabo por falcoeiros-mor em determinados clubes de grande
tradição no xadrez português (para só falar nesses). O que foi delapidado, desviado,“gamado”,
“fanado”, “emprestadado” em bibliotecas
e afins de clubes, por passarinhos e passarocos, abutres e falcões mostra que
de “feios-porcos e maus”, não se pode gabar só o Scola.
Assim este pequeno artigozito de
testemunho relativo a um bem forte jogador português , Campeão Nacional por
três vezes ( 1940, 1951, 1952) , que alternava períodos de atividade com outros
de completo afastamento do tabuleiro, que começou no Grupo de Xadrez de Lisboa,
passou pelo Benfica para depois jogar no Grupo Desportivo da Costa do Sol ( e
mais não sei, confesso…perdi as revistas da FPX a partir de 44), e sobre quem nunca vi (ou desconheço) um artigo de fundo, uma homenagem como deve ser pelo
seu contributo para o Xadrez Nacional ( seja lá o que isso for!).
Assim aí vai, com fotos generosas
para guardar, imprimir. O João de Moura
bem merece. Se alguém tiver algo mais sobre Ele (principalmente das RPX, ou outras publicações) agradeço contacto através deste blogue (para lhe enviar o meu mail). Desde já agradecido.
Torneio de Mestres 44
Simultânea no G X PORTO anos 50
Da RPX
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