Efectivamente acabei por descobrir uma foto interessante desta Olímpiada. Reparem quem é "passeante" entre tabuleiros de mãos nos bolsos atrás de Smyslov!? Ele conhece esta foto de certeza. Eu desconhecia.
Para terminar, outra foto ( tratada) de Padevsky, agora na sua partida com outro grande jogador, Matanovic. Chamo só a atenção para o título dos dois jogadores ainda em 1960! Não era nada, mas mesmo nada fácil ter o Grossmeister, não senhor!
Incrivelmente não marquei a data nem ano das simultâneas e precisava de ajuda do pessoal do Porto, para deslindar este imbróglio. Rui Mendes, Paulo Ferreira, Luís Cadillon, Carlos Prezado,Vitorino, por exemplo: HELP! Quando esteve Padevsky em Portugal? Tenho a sensação que foi em 79, ou princípios dos anos 80. Preciso de confirmação.
Em ambas as partidas...desculpem a expressão, foi "como limpar o cú a bebés". Já tinha 1933 de Elo e não jogava o mínimo de xadrez! Na 2ª partida, pensar que sacrificado peões e abrindo coluna g , para atacar o Rei branco, nem ao diabo lembra e Padevsky, impávido e sereno, mas cordial, lá foi capturando o material que lhe oferecia. Resumindo, as partidas são um "não xadrez", ou a arte de ser "piço" no tabuleiro-eu, claro!
No fim,, embora imperturbável ( nunca vi um sorriso, ou expressão naquele rosto) assinou-me a partida (s) com gosto e curioso: pediu-me para copiar ( copy, copy, for me) a partida da India de Rei para guardar. Gostou do meu a5,( good move, interesting) dizia ele ...talvez a causa da minha desgraça!
Outra curiosidade: o Padevsky levava o xadrez muito a sério, mesmo uma simultânea. Nada parecido com mo Alexey Suetin, que um saco de plástico na mão ( comida), clamava na Faculdade de Economia do Porto, onde com ele empatei numa simultânea, ( e onde ia perdendo e empatando sem ficar nada chateado, nitidamente a despachar,)" Filma, Filma" referindo-se ao desejo de ir ao Sá da Bandeira ( calculo, e desculpem se estou enganado, estava em exibição "Garganta Funda"), porque alguém lhe tinha soprado a excelência da programação daquele teatro-cinema!
Está deslindado o mistério! Nem era preciso se conhecessem "My Great Prdecessors", ou "I Miei Grandi Predecessori", ou "Meus Grandes Predecessores" ( Péssima tradução!), "Mis Grandes Predecesores" ou mesmo o "Мои великие предшественники" - escolham! Estão lá fotos magníficas de Tal,inclusive a tal raridade com Padevsky.
Mas Leipzig 1960, não foi só Tal, nem Fischer. Também foi Portugal e Durão. Durão que teve a felicidade de jogar com o fresquinho Tal, Campeão do Mundo. E de Brancas, numa Siciliana, foi com tudo para cima de Tal ( salvo seja), num ataque violento, mas prematuro, que "Misha"com grande classe, parou, colhendo depois os frutos do material sacrificado pelo jogador português. Não ficou nada mal na foto o jogador português. Convenhamos...Mikhail Tal nesta altura era imbatível ( bem...quase, porque Penrose, deu-lhe uma tareia no tabuleiro, como raramente Tal sofreu na sua carreira!)
Assim do site do Spraggett, mas tentando tirar "os estragos-riscos, pó, da fotografia, imagens de Durão e Tal nesse confronto. Penso que a foto ( pelo menos a de Tal) foi tirada no fim da partida, e Tal parecia estar satisfeito com o seu desempenho. Durão, parece resignado e à procura do "timming" do lance que o fez perder o controlo da posição. Ah! Já agora...deixem de dizer disparates, estupidez, aleivosias sobre o Durão- jogador!!! FOI UM DOS MAIORES JOGADORES PORTUGUESES DE TODOS OS TEMPOS! Não sejam ignorantes e estudem-lhe as partidas! A Partida com Prins e Smejkal, por exemplo, são de antologia e que jovem jogador deveria saber reproduzir de cor e salteado! Para os que não conhecem a partida Durão-Tal, desta Olímpiada, jogada a 26 de Outubro de 1960, aí vai. Ah! Para os que desconhecem: Durão há-de reavivar outro combate histórico com Tal, no Memorial Chigorin, em Sochi 1977!
Mas porquê a "Vingançazinha" do título do meu post? Pronto vou contar: Eu já joguei contra Nikola Padevsky! Sim, sim! 2 vezes! Em simultânea, numa velhinha sala do CDUP, aqui no Porto e fui clamorosamente derrotado nas duas partidas. Fiquei com a ideia que Padevsky era mesmo forte, pela rapidez com, que jogava e pelo resultado dessas simultâneas. Consegui empatar com Suetin e Vogt, por essa mesma altura, mas com Padevsky, nem água bebi! ! Não tenho fotos mas, aí vai partida. Perdi e bem, mas, ai se eu conhecesse esta foto de Tal!? Tinha-a colocado ao meu lado no dia das simultâneas! ( brinco, claro! - A derrota ainda teria sido mais rápida!).
Afinal para quem olha Tal? Mesmo que não saibam, reparem... é extraordinário que o seu adversário fuja do olhar de TAL! Ele acreditava mesmo na hipnose daquele fatídico olhar? Não sei o que adoro nesta foto, se o olhar de TAL , se a fuga ao olhar de Tal do adversário!
E essa fuga é fantástica, perturbadora. Reparem: É ele, as Negras a jogar, e parece fugir de um fantasma, de um feitiço, ou porque sabe a força do martelo que a seguir vem , ou tem a consciência que está quase perdido, pois sacrificar com Tal ao 10º Lance, ou é confiar no destino, ou desconhecedor que o fígado de "Misha" ainda não dobrava a finados! Quase como uma criança perante filme de terror : "Não...Não...e Não, Não quero ver!" Ele descobre tudo no tabuleiro, uma Hidra de muitos cálculos, uma extraterrestre de muitos olhos! Não é medo só, é, digamos o fascínio do terror!
PADEVSKY, Nikola, Bochev, GM Búlgaro de Grande classe nos anos 60 e 70, que ao contrário do que se pode pensar era um GM de topo e um jogador de elevado calibre! Duvidam? Bem , Nas Olimpíadas de Varna , 62, Bobby Fischer, quer nas Preliminares, quer nas finais, não lhe ganhou uma partida!! Ainda com dúvidas? Pronto...em 1972, mostrou ao jovem Karpov que este ainda tinha de aprender umas coisas na arte dos finais, derrotando-o maravilhosamente na Olimpíada de Skopje! Parece que ainda há dúvidas? Pois sim, em 4 partidas com Botvinnik, conseguiu dois empates! Algumas vitórias sobre Glligoric, Portisch, etc. Chega?
Olhem então para Padevsky! Percorram com os vossos olhos esta foto, da esquerda para a direita e vejam a força desta fotografia. A força que dela emana, como ela demonstra à saciedade que a psicologia numa partida de xadrez tem a sua cota parte! Aliás, Padevsky nunca se deu bem com o jogo de Tal: em 63, perdeu também de Negras com Tal numa bela partida e com uma Francesa.
A Fotografia que coloquei acima, vem sempre "truncada" na Net, isto é, quem a coloca, ou primitivamente a colocou, fez "crop" do original, tirando o adversário de Tal. Isso irrita-me sobremaneira, pois considero esta foto, (completa) uma das mais extraordinárias do mundo do xadrez e de TAl. ( Leipzig 1960)
O olhar de Mikhail Tal, Tal e o seu olhar, que durante uns tempos se acreditava hipnotizador, ou seja, era tal intenso, tão perturbador, que desconcentrava o seu adversário, que o fazia perder o norte nas selvagens complicações do tabuleiro a que Tal levava a luta. Os mitos! A incompreensão do génio, as desculpas para a pequenez, a nossa, perante a grandiosidade, o não compreendido do outro. Certo é que segundo alguns relatos envergonhados, adversários de Tal, acreditavam nesse poder sobrenatural do Olhar, no hipnotismo ocular do Génio de Riga.
Olhem para foto: posso dar uma informação: ao 14º lance, Tal com o Rei no centro e depois de um ataque prematuro com sacrifício de peças por parte das negras,( será que o seu adversário queria surpreender TAL, sacrificando "à la TAl?"), tinha acabado de jogar 14.exd4!. O seu olhar é tão intenso, tão concentrado no adversário (será?) que parece ter-se desinteressado do tabuleiro. Qualquer coisa com um Raio-X parece penetrar no outro lado do tabuleiro, no seu adversário. Mas...quem será o adversário de Tal? Porquê a 3ª parte do meu título?
Já agora...este olhar de Tal, não era tão raro como se pensa ( Fischer, Karpov e Kasparov, stambém era um experts "Olheiros"), todavia o de Tal era mesmo crença, mesmo entre colegas GM, que se diziam perturbados com o olhar penetrante de "Misha"!
A foto completa é muito rara, e só recentemente apareceu completa num livro (livros) célebre que me recuso a dizer qual, porque... bolas...façam um "esforcinho" e procurem ( tenho pena...mesmo muita pena que xadrezista que se preze não tenha a obra na sua biblioteca de xadrez-diria que é a mesma coisa do que não ter Proust, ou Thomas Mann, Joyce ou Kafka, numa Biblioteca pessoal de Literatura! "Sorry Baby...I keep the Bottle" .
Tenho sorte, porque "perna de pau-olho de vidro cara de mau" como sou, vai para anos consegui na Net, aquilo que julgava impensável, ou seja: uma alma caridosa alemã colocou quase uma centena de fotos da Olímpiada de Lepzig-1960 num site ( hoje inexistente) e como tal, foi só-lado direito do rato! Assim, muito antes do tal livro já eu tinha a TAL foto do TAL! Assim tenho fotos extraordinárias desta Olimpíada ( infelizmente, o fotógrafo da altura,não deveria ter achado interesse aos jogadores portugueses, e como tal não aparecem os nossos olímpicos: Durão, João Mário Ribeiro, Jorge Gonçalves, Daniel de Oliveira, António Rocha e António Cardoso) com uma excepção!
Depois...para alegria minha o Durão, resolveu emprestar para publicação duas fotos da sua partida com Tal nesta Olimpíada, o que são objectos únicos e até essa altura desconhecidos publicamente. Honra ao Joaquim Durão e ao Spraggett!
Uma fotografia de xadrez, uma simples foto de xadrez bastou para desencadear uma associação de ideias.
Uma foto de xadrez do passado pode dizer mais do que os próprios actores do passado. No visível de uma imagem intemporal, toda a temporalidade do tempo, todo o emergir imaginário no romanesco do que deveria ter sido não sendo e sendo se calhar não o foi, mesmo tendo sido.
Adoro fotografias e fotografias de xadrez! Elas no seu silêncio, no seu ruído silencioso, abrem-se ao diálogo de quem lê, de quem olhos perscrutadores sabem perceber mensagem sem verbo.Para começar: a foto que mais adoro de Mikhail TAL. Ele na sua juventude, ele “deus” apolíneo encarnado no génio de Campeão do Mundo. Belo, confiante, sorriso maroto, semi-esboçado, tímido, de quem sabe que o mundo do xadrez estava a seus pés, que qual cometa tinha cegado todos aqueles que ousaram penetrar nos segredos de Caissa, mas que ele próprio não se apercebia ou queria aperceber.
Depois de 1.e4 , parece esperar impaciente a resposta, e sua mão prepara-se para qualquer lance de abertura das negras...seu rosto enigmático, entre o sorriso e a confiança plena, parece dar a ideia de que sabe o que vem a seguir e que o resultado será uma mera questão burocrática : 1:0, vitória das brancas.
O Sorriso de Tal! Um dos sorrisos mais belos do mundo do xadrez! O sorriso que faz a Fischer em 59, é o protótipo do reconhecimento do génio, e que estaria selada uma amizade para sempre. Quase um “Tu sabes quem eu sou, da mesma forma que eu sei que tu sabes que eu sei quem tu és!”. Um pacto entre os dois que nunca foi desrespeitado. Dois dos maiores génios do tabuleiro, dois cristais tão lapidados que sabendo do seu brilho, nunca se quebraram, nem ofuscaram mutuamente.
Para um conhecedor de xadrez, bastava olhar para as peças dispostas no tabuleiro para imediatamente descobrir o local e evento (já agora, acrescentem ao meu rol de peças sonhadas na minha colecção…estas!) : LEPZIG -1960 - OLIMPÍADAS.
Morreu aos 75 anos. Várias vezes Campeão do Mundo de Séniores, fez parte da equipa russa do Campeonato Mundial de Estudantes em 1960. jogou três campeonatos absolutos da URSS, 1966, 1969 e 1975, sendo que em 69 ficou num honroso 7º lugar.
Inacreditavelmente, até pelo fortíssimo jogador que era (mas com poucas possibilidades de viajar no estrangeiro, quando mais novo), só conseguiu o título de MI aos 42 anos, e o de GM ao 62, ele que indubitavelmente nos anos 60 jogava claramente como um GM.
Aconselho vivamente que procurem numa base de dados a partida Vaganian-Klovans de 1968, que é uma maravilha, Karpov-Klovans de 1971 em que Klovans joga à estilo futuro de Karpov, esmagando o ainda jovem "Tolia"; Klovans-Tukmakov de 1974, com um belíssimo ataque ao Rei, Klovans-Razuvaev-1974, com outro exemplo típico de como castigar a debilitação de peões do Roque negro, ou talvez o mate dado no centro do tabuleiro em 1977 a Nona Gaprindachivili; A vitória sobre Tal em 83 também não pode ser deixada em claro.
Em sua homenagem, uma foto muito, muito rara de uma antiga revista de xadrez soviética. Klovans à esquerda de pretas na partida com um Rafael Vaganian na casa dos vinte. No fim a partida com Karpov.
Este pequeno vídeo é conhecido de alguns de um outro meu blogue que não tem nada a ver com o xadrez. É uma versão abreviada de um outro em que coloco em cada jogo, as Brancas, Negras e conjunto Brancas-Negras, com cerca de 18 minutos e música de Art Tatum e Ben Webster ( Ai se o Woody Allen sabe!?) Qualquer dia coloco-o no You-Tube.
São as minhas peças de xadrez modelo Staunton, algumas com algum valor, outras com valor nenhum, mas todas com uma história e fruto de uma paixão. Através delas pode-se aprender História e costumes.
Exemplos? Já se interrogaram porque razão as peças quer da ex-URSS, quer dos ex-países de Leste não usavam coroa no Rei?
Porque razão nos jogos Húngaros, Checos, ou Russos, os Peões têm um tamanho desmesurado ( a alma do xadrez?).
Qual a peça que mais individualiza um jogo?
Porquê a "mentira" do Zagreb 59 da House of Staunton americana, quando nada tem a ver com o "Dubrovnik" esse sim, o modelo que Fischer adorava e que aparece na minha colecção?
Sabem que o modelo de Staunton plástico da Majora que recentemente foi reintroduzido no xadrez português, não é mais do que uma cópia do modelo britânico que inundou os tabuleiros de xadrez, nos tempos de ouro do desenvolvimento do xadrez deste país nos anos 70-80?
E que a Majora chegou a copiar ( ou a comprar o modelo) das peças alemãs em madeira?
Sabem que num zonal jogado no Algarve vários GM recusaram jogar com o anão "Staunton Horribilis" da FPX e até houve que quisesse atirar as peças pela janela e que se teve que ir a correr a Espanha comprar umas peças plásticas decentes da Loeffer, salvo erro?
Bem... e que numas Olímpiadas em Moscovo nos anos 90 ( o Galego jogou) tiveram que fazer milhares de jogos à pressa, daqueles em madeira , mas a cabeça dos cavalos é em Plástico- (adulteração das maravilhosas peças dos grandes torneios soviéticos de 60-70-acreditem! Mas os tabuleiros eram tão pequenos (5cm de quadrado) para reis de 11cm de altura! Quase que havia uma Revolução Olímpica-O Timman ainda hoje fica indisposto quando vê essas peças ( estão na minha colecção ( Staunton GM URSS)
E quem foi afinal John Jaques ? E o Staunton teve alguma coisa a ver com o Staunton?
E o que é a "Patine" que dá tanta beleza a umas peças?
E como se vigariza um otário na Net, principalmente na Ebay, colocando os cavalinhos encarnados em cavalos e Torres e gravando a fogo Jaques Staunton e se pede mil a 1500 dólares e há burros que dão? ? E porque deixei praticamente de comprar na Ebay peças de xadrez?
E de que peças de xadrez morreria de amores? Sem ser por ordem:
A- As soviéticas, originais, com o cavalo todo em madeira que aparecem na capa do livro do Tal ( e fico cheio de raiva-inveja, porque sei onde existiam umas, estilo ao abandono, aqui no Porto, vai para uns anitos -Nos Gambozinos quando estes tinham xadrez)
B- Sobretudo, umas que foram feitas propositadamente para um Torneio-1-2 que se realizou em 63 3 66 a Piatigorsky Cup ( podem ser vistas no livro de Mednis " How to Beat Bobby Fischer"). Adorava ter réplicas destes dois jogos, porque de originais anda o mundo cheio e as carteira de um professor vazia.
C- As da Havana, da Olímpiada, que já foram objecto de deslumbre neste blogue.
Pois...mas não sou coleccionador e não me vou dar ao trabalho de explicar porquê! Apenas e só sou um apaixonado do Staunton e tento através dele perceber a beleza do xadrez, a História do Xadrez. Jogos incompletos nunca comprei , mas jogos em que as peças aqui e ali demonstram os anos, as lutas do tabuleiro, num cavalo sem dentes, numa torre com ameias quebradas-ADORO! Nem pensar um restaurador tocar nas peças e colocá-las como novas- "JAMAIS" como dizia o outro ( restaurador vou precisando eu e Olex!). Gosto do cheiro a tabaco nas peças ( juro que tenho algumas que o cheiro já se impregnou ma madeira) gosto da cor a perder-se, do amarelado escuro, do preto sujo das peças, da patine do tempo, do sentimento que aquelas peças passaram por várias mãos, que ao chegarem até mim, foram a alegria de um mate, a frustração de um abandono num tabuleiro de um qualquer clube britânico ou alemão, num café de Viena . Depois adoro ir aos livros, às fotos e ver que Speelmann jogava com peças iguais às que tenho à minha frente, Que Teplitz- Schonau, se jogou com as esquisitas Viena, que o British Chess Company era usado nos Congressos Britânicos, etc, etc...Tolices!
Ah! E tenho preocupações de não coleccionador!
1- Não tenho nem quero ter peças de marfim
2- Não possuo jogos em ébano e percebem porquê
3- Tenho alguns jogos de xadrez feitos na India, aliás, o modelo Staunton hoje tão em voga nos torneios, por exemplo, nesta Olímpiada, é quase exclusivamente feito na India, o problema é que é muitos casos feito na zona do Punjab e por crianças de tenra idade. Foi-me confirmado por amigos Indianos. Isso incomoda-me, acreditem. Mesmo grandes vendedores de peças Web, Chess Piece, Baron Chess, HOS, embora o neguem, sabem onde fazem as encomendas! Uma excepção: As peças Polacas da Wegiel ( O A. Russo já a elas se referiu) por exemplo, são feitas de madeira não nobre, e como tal sem perigo de extinção, e ainda por cima de plantação! Pena é não melhorarem o desenho do seu Staunton principal.
Ah! E não se esqueçam que o Chess Museum do Lanier é um must de informação e de conhecimento sobre peças de xadrez ( Cheguei na ebay a licitar contra ele num ou outro jogo!), embora pudesse melhorar a qualidade das fotos.
Sobre Tabuleiros , não esqueci a promessa ao Sirgado. Tenho alguns, mas sem grande relevo. Mas para tabuleiros de Xadrez só uma "firma se afirma a espanhola" RFC- Rechapados Ferrer que faz uns tabuleiros que são um sonho de design, de madeira, de qualidade!
Os do meu Clube, do GXP, todos feitos à mão e embutidos na mesa ,pelo "electro-carpintas do caraças", o Rogério, são uma maravilha (então quando encerados com cera de abelha, ou amarela, nem vos conto!)
Todavia, o meu tabuleiro Jaques Staunton (igual aos do principio do século) réplica, claro, com 6,3 cm de quadrado e borda alta, é aquele que para mim e o mais belo do mundo, pela simplicidade e tabuleiro de guerra que é!
Pronto! No futuro algumas fotos encantadoras de pormenores de peças de xadrez!
Então as minhas peças, bem acompanhadas do "Paris" do Keith Jarret. Desfrutem.
Uma "brincadeira" com algumas das minhas fotografias de xadrez que aqui e ali vou colocando no Olhares, ou no mais sério "Photonet". Aqui e ali, umas gralhas no Inglês, mas "que se lixe", ficam, que dá muito trabalho refazer o vídeo. Vê-se melhor em "tela inteira" e 480p. Divirtam-se!
como diz o outro idiota " To seek the internationalization, and elevate my self-estimate"
Umas brincadeiras que vou colocando de forma mais ordenada no You tube, algumas de xadrez.
Basta procurar por "Arlindoerm" (eu sei... parece pomada ou supositório, o raio do nick!) e lá aparecem os trabalhos sobre Lasker, Spassky, Fisher, ou as minhas peças de xadrez. Alguns escritos em "amaricano" e sobretudo para quem se entediar, a música: de Mahler, de Keith Jarret, de Ferrat, June Tabor, Drake, Eric Andersen and so on.
Uns mãos largas, é o que sou e sobretudo meio "atolambado" para estar com esta azáfama para xadrezista português me ler. Vá lá que os amigos brasileiros, um ou outro espanhol, um da Letónia, me vão dando algum alento.
Eu sei, isto um pouco mais para o estilo "broeiro xadrezista", subia as audiências. Mas não, vou resistir...apesar de carestia da sêmea, vão à padaria, até pode ser da vizinha, que eu não me importo.
Neste estabelecimento está reservado o direito de admissão!